09 de julho de 2026
Tribuna do Leitor

Política paroquial


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Nas últimas décadas Bauru tem perdido terreno se comparada às cidades médias e grandes do Estado. Em dados demográficos retirados dos sites oficiais http://censo2010.ibge.gov.br/ http://www.ibge.gov.br/home/estatistica/populacao/ censo2000/ se compararmos a população de Bauru com as demais cidades médio-grandes do interior, pelo censo 2000, é de 316.064 habitantes e em 2010 temos 343.937 com um crescimento populacional em uma década de 8,82% (9º lugar das avaliadas) com as demais cidades (09) do interior como Presidente Prudente 9, 74% (8º lugar), Marília 9, 83% (7º lugar), Piracicaba 10,76% (6º lugar), Campinas 11,42% (5º lugar), S. J. do Rio Preto 13,87% (4º lugar), S. J. dos Campos 16,8% (3º lugar), Sorocaba 18,88% (2º lugar), Ribeirão Preto 19,76% (1º lugar). Além disto, se compararmos a chegada das grandes redes de supermercados, Home Centers (construção) e até Shoppings e Out Lets (em funcionamento), também estamos na rabeira da maioria destas cidades.

Pelo critério demográfico ficamos em último lugar entre as cidades pesquisadas, o que já é um grande indicativo de que as coisas por aqui não foram bem. O 0% de crescimento é menos da metade das que mais se desenvolveram. Tivemos prefeitos que sofreram processo de impedimento, outros sem saúde e vigor para lutar pelo desenvolvimento da cidade e ninguém quer fazer negócios grandes com uma cidade nesta situação.

Nossa representação política foi pífia e muito aquém da necessária junto ao estado com apenas um representante e no federal totalmente sem representação, dependendo de um ou outro paraquedista e das do PT local com a vice-prefeita e várias promessas e nenhuma verba significativa como, por exemplo, na época de Franciscato/Abrahim.

Cabe ao prefeito Rodrigo, agora renovado pela esmagadora votação, se dedicar ao partido de Bauru, indo buscar verba e alianças com seu partido e outros, unindo forças no Estado com o deputado Pedro Tobias. Deixando de picuinhas (ambos) em benefício da cidade, cobrando as promessas do PT da vice-prefeita e daí talvez possamos não ter mais uma década perdida com uma política paroquial e retrógrada.

Márcio M. Carvalho