Damasco - Um general da Força Aérea da Síria foi morto ontem num subúrbio da capital Damasco, de acordo com a televisão estatal do país. Sua morte foi confirmada pelo Observatório Sírio de Direitos Humanos. O ataque foi classificado como “terrorista” pela emissora. Abdullah Mahmoud al Khalidi foi morto no subúrbio de Rukn al Din. A televisão estatal não deu mais informações sobre o caso, dizendo que a morte do militar é mais um dos atos da “campanha de ataques contra os interesses nacionais”.
O Exército Livre da Síria, o maior e mais organizado dos grupos rebeldes, assumiu a autoria do atentado, acrescentando que tinha matado também um outro oficial da Força Aérea na mesma ação.
Al Khalidi está entre os mortos mais famosos e poderosos do conflito na Síria. Antes dele, em julho, os rebeldes já haviam matado o ministro da Defesa, Assef Shawkat, cunhado do ditador Bashar Assad. De acordo com a emissora síria, o general era um “especialista em sua disciplina”, era casado e tinha quatro filhos.
Fim da trégua
Aviões de guerra sírios aumentaram a intensidade dos bombardeios contra alvos rebeldes ontem, após o fim de uma trégua de quatro dias amplamente ignorada pelas forças do presidente Bashar al-Assad e insurgentes. O enviado internacional para a crise na Síria, Lakhdar Brahimi, disse que vai prosseguir com os esforços de paz, apesar do fracasso de seu apelo por um cessar-fogo durante o feriado.
Não está claro como Brahimi pode conseguir qualquer compromisso aceitável para Assad, que parece determinado a manter o poder a qualquer custo, enquanto os rebeldes, em sua maioria muçulmanos sunitas, estão igualmente comprometidos em sua intenção de derrubar o regime.