09 de julho de 2026
Regional

PT pede para MP apurar se há ilegalidade em fechar prefeitura

Da Redação
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Pederneiras - As medidas de contenção de despesas anunciadas em Pederneiras (26 quilômetros de Bauru) de fechar postos de saúde, creches e escolas às sextas-feiras foram parar no Ministério Público. A Executiva Municipal do Partido dos Trabalhadores e o ex-vereador Reginaldo Monteiro contestam os argumentos da prefeita Ivana Camarinha (PV) de queda na arrecadação e repasse de recursos federais.

Para eles, a população está sendo prejudicada com a medida tomada de cortar despesas. Até o final do ano, durante 12 sextas-feiras as repartições públicas ficarão fechadas, dos quais creches, escolas de ensino infantil, fundamental e atendimento nos postos de saúde.

Os petistas anexaram na representação dados da Secretaria do Tesouro Nacional para demonstrar que entre os meses de janeiro a outubro de 2012 houve a transferência de R$ 21.750.811,66, contra R$ 21.597.213,43 no mesmo período de 2011. “Uma diferença de cerca de R$ 153 mil a mais no ano em curso. Então, se não foram os repasses federais a causa da profunda crise que acometeu o Município de Pederneiras e pela administração amplamente alardeada, onde estariam os reais problemas? No âmbito da administração, no gerenciamento, ou no desempenho dos investimentos, já que durante a recente campanha eleitoral se dizia ser a cidade em ‘canteiro de obras’?”, diz.

O ex-vereador também contesta a nota da prefeitura de que a limpeza pública segue sem alterações em sua grade semanal, porque no decreto publicado pela prefeita manda que a coleta de lixo domiciliar se faça em dias alternados.

Monteiro afirma que, as creches além de funcionarem meio período às sextas-feiras, reduziu-se a quantidade de banho das crianças e houve a suspensão da alimentação.

Já nas escolas, que também funcionam meio expediente às sextas, está proibido acender luzes e ligar ventiladores nas salas de aula, a geladeira fica desligada e professores faltosos ou em licença não estão sendo substituídos, fazendo com que os alunos retornem às suas casas, consta na representação.

Procurada pelo JC, a prefeita Ivana Camarinha (PV) afirmou ontem por meio de sua assessoria de imprensa que não foi notificada por nenhum órgão judicial sobre quaisquer representações acerca dos decretos. “Iremos aguardar alguma notificação para nos posicionarmos sobre o assunto”, disse.