Os trabalhadores do setor químico do Estado de São Paulo, cuja data-base é 1.º de novembro, terão 7,8% de reajuste salarial. Apesar de abaixo do reivindicado, que era de 10% de aumento, o índice conquistado representa um avanço porque a inflação projetada pelo INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor) é de 5,82%.
Com o reajuste, o piso salarial para o trabalhador de empresa com até 50 funcionários passa de R$ 980,00 para R$ 1.056,00, o que representa ganho real de 1,87%, e a PLR (Participação nos Lucros e Resultados) vai para R$ 787,00. Para quem trabalha em empresa com mais de 50 funcionários, com o reajuste, o piso passa para R$ 1.073,60, um aumento real de salário estimado em 3,47%. A PLR subiu para R$ 830,00, um reajuste estimado de 7,43%.
“Além da conquista salarial, tivemos avanços na cláusula sobre o aviso prévio. Também conseguimos acrescentar ao acordo coletivo cláusula da união estável de pessoas do mesmo sexo, entre outros avanços”, comemora Edson Dias Bicalho, presidente do Sindicato dos Químicos de Bauru e Região e secretário-geral da Fequimfar (Federação dos Trabalhadores nas Indústrias Químicas e Farmacêuticas).
O acordo foi fechado ontem (31 de outubro), na quarta rodada da negociação da Campanha Salarial 2012/2013 e será assinado no próximo dia 13 de novembro, em nova reunião na sede da Fequimfar, às 10h. A reunião de ontem envolveu representantes da Fequimfar, dos 33 sindicatos filiados à entidade e dos patrões. Na Campanha Salarial de 2011/2012, a categoria conseguiu 10,11% de reajuste no piso.
O setor químico emprega mais de 115 mil pessoas no Estado de São Paulo, dos quais cerca de 5 mil na região de Bauru. A indústria química teve primeiro semestre de 2012 aquecido em função da redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para automóveis, que aumentou a demanda por peças plásticas.
Sobre o Sindicato dos Químicos de Bauru e região
O Sindicato dos Químicos de Bauru e região, como é conhecido, foi fundado em 1989. Sua base territorial é compreendida pelos municípios de Agudos, Arealva, Avaí, Balbinos, Bariri, Bauru, Boa Esperança do Sul, Bocaina, Boracéia, Borebi , Guarantã, Iacanga, Itaju, Itapuí, Jaú, Lençóis Paulista, Pederneiras, Pirajuí, Piratininga, Pongaí, Presidente Alves e Reginópolis, que concentram mais de 5 mil trabalhadores do setor.