08 de julho de 2026
Tribuna do Leitor

Trabalho e Sociedade


| Tempo de leitura: 3 min

Caros leitores, este artigo segue com a finalidade de elencar alguns entraves pelos quais a sociedade brasileira está passando: busca de trabalho e capacitação do mesmo. Se em algum momento do artigo deixei o pensamento coletivo em detrimento do pessoal, me perdoem, a razão disso é a realidade dentro do meu lar, cá entre nós, realidade que pode ser de muitos outros lares, daí a importância de externar essa situação neste espaço democrático.

Durante muitos anos, almejamos o equilíbrio entre as ações internas (eixo família ? amigos) e as ações externas (eixo empregatício) da natureza humana. Este artigo segue sobre a ótica marxista que "é através do trabalho que o homem torna-se um ser social". Dessa frase podemos retirar centenas de hipóteses e até mesmo elaborar milhares de reflexões acerca do quanto o trabalho (ou as relações para com ele) é fundamental para o bem-estar do ser humano enquanto agente capaz de modificar o meio que vive, seja para o bem ou para o mal.

Há uma lista imensurável de entraves que afetam a ação externa do ser humano no eixo empregatício, porém, dentre muitos, se faz necessário ater-se à apenas um (em minha opinião o mais importante): "a falta de capacitação dos trabalhadores aliada com a falta de vagas de empregos capacitadores". Esse entrave é facilmente explicado através de uma rápida passagem durante o expediente em empresas públicas, privadas, multinacionais, construtoras etc. Em algumas destas empresas vemos um grande deserto onde somente o silêncio impera (tem demanda nas vagas de trabalho, porém não tem trabalhador capacitado), em outras empresas, encontramos filas enormes de candidatos a vagas que não necessitam de capacitação e, sim, necessitam apenas do ser humano enquanto maquina (o que nos remete ao filme "Tempos Modernos", de Chaplin).

Existem também grandes assimetrias entre empregador e empregado que podem e devem diminuir através dos próximos anos. Da mesma forma que o governo busca desenvolver (em passos lentos, é verdade) cursos para capacitação, as empresas também devem investir na capacitação do atual funcionário, na qual renderá cada vez mais dentro das expectativas do empregador. De outro lado, a "zona de conforto" de alguns trabalhadores deve ser superada! As oportunidades existem, são poucas, no entanto, basta ter vontade e sair às ruas para procurá-las e agarrá-las. Por que não o empregado ser um futuro empregador? Pense bem!

Constatando os fatos acima, o mundo cresceu de forma exponencial e, infelizmente, a velocidade da maquina (criação) foi superior à velocidade do homem (criador). Digo infelizmente, pois o homem enquanto criador não deveria ater-se somente ao aumento da produção e, sim, pensar no aumento da inserção de trabalhadores na empresa de modo a atender todas as camadas da sociedade consideravelmente, diminuindo as "avenidas" existentes entre as classes sociais e buscando o desenvolvimento homogêneo e concreto da sociedade. Contudo, há de se ressaltar que pensar na produção em massa e não na essência da evolução humana é indubitavelmente um dos alicerces capitalistas que para o bem de uns e mal dos outros assola a humanidade contemporânea. Enfim, buscar o equilíbrio entre produção (empregado) e produtos (empregador) é a medida certa criará uma sociedade mais justa política, social e economicamente.

Rafael Aguiar ? aluno de Relações Internacionais, Iesb-Preve