A Polícia Civil, por meio da Delegacia de Investigações Gerais (DIG), esclareceu ontem o assassinato de Cleimir Semin, 35 anos, ocorrido em junho deste ano. Estefano Gomes da Silva, 27 anos, que já estava preso por roubo, confessou o crime e afirmou que o motivo foi uma briga com a vítima.
O crime ocorreu no dia 23 de junho na quadra 3 da rua Antônio Jerônimo da Silva, no bairro Pousada da Esperança 2. Cleimir, que trabalhava como vendedor de extintor de incêndio, estava em sua casa quando foi atingido por dois tiros na cabeça, um deles na nuca.
No momento do crime, seus filhos com 8 e 11 anos estavam no local, junto com a mãe. Todos eles, além de outros vizinhos, ouviram os disparos.
Segundo o delegado Cledson do Nascimento, da Delegacia de Investigações Gerais (DIG), logo na cena do crime já foi traçada uma linha de investigação que apontava para uma residência vizinha. De acordo com relatos, Cleimir havia se envolvido em uma discussão com os moradores do local.
No imóvel, foram encontrados objetos de consumo de drogas e até mesmo cartas com orações a Lúcifer. “Na verdade, havia cartas do sistema prisional. Essas cartas não tiveram qualquer relação com o homicídio”, afirma o delegado.
As investigações levaram a Estefano da Silva. Ele, que já estava preso desde julho, foi conduzido até a DIG ontem e confessou o crime. “O Estefano disse que o Cleimir era muito violento e, frequentemente, ameaçava as pessoas e fazia disparos dentro de casa. Por isso, o Estefano foi tirar satisfação com a vítima”, conta Cledson do Nascimento.
Na versão do acusado, ele agiu em legítima defesa. “Ele conta que a arma utilizada era do próprio Cleimir. Falou que a vítima colocou a arma em sua cara e, após lutarem, conseguiu pegar o revólver e agiu”.
Porém, a versão de legítima defesa não converge com as investigações, uma vez que foram efetuados dois disparos fatais, sendo um deles na nuca. “O Estefano vai responder por homicídio duplamente qualificado, por motivo fútil e meio que impossibilitou a defesa da vítima”, complementa.
A arma do crime não foi encontrada até o momento. De acordo com o delegado, o acusado afirma que jogou o revólver em uma mata fechada entre o Gasparini e a Pousada. Policiais fizeram busca na área, entretanto, não o localizaram.
Corintiano preso
Estefano Gomes da Silva, 27 anos, estava preso desde julho no Centro de Detenção Provisória (CDP) de Bauru. Ele se envolveu em um crime, no mínimo, curioso. Corintiano, o homem foi preso com a camisa do time um dia após a conquista da Libertadores da América pelo seu time de coração
Na ocasião, a Polícia Militar (PM) informou que Estefano e um comparsa roubaram um posto de combustível horas antes. O suspeito já tinha outras passagens por roubo. O homem que ele matou, Cleimir Semin, tinha passagens por porte de arma.