Jaú - A transição de governo para que o prefeito eleito Rafael Agostini (PT) tenha um diagnóstico da atual situação financeira da administração municipal de Jaú (47 quilômetros de Bauru) foi iniciada ontem. A equipe foi organizada por dois núcleos: um voltado à gestão de pessoas e procedimentos internos e outro focado no orçamento, finanças e patrimônio público.
O petista declarou ontem em Bauru, em visita ao Jornal da Cidade, que pretende anunciar os nomes dos futuros secretários de Educação, Saúde e Assistência Social nos próximos dias. O motivo dessa antecipação é porque as três pastas são regidas por legislação específica com normas próprias, implicações técnicas e diante disso é necessário monitorar quem são os responsáveis pelos convênios, faturamento e prestações de contas. “Se esses serviços forem comprometidos no final do mandato, podemos trazer dificuldades de receber recursos do governo do estado e federal no começo do ano”, declara.
Agostini venceu as eleições em Jaú com facilidade. Ele obteve 59,31% dos votos válidos ao derrotar o atual prefeito Osvaldo Franceschi (PV). A transição será “técnica” sem indicação de nenhum político, afirma o petista.
A transição demorou cerca de 1 mês para ser iniciada. O petista, ao ser questionado se Franceschi está colaborando, respondeu: “O primeiro passo foi dado. A transição institucional, democrática e republicana é saudável não só para as instituições como para o bom desempenho do serviço público”.
A palavra “técnica” foi repetida também por Rafael quando se referiu sobre o perfil de seu secretariado. “Não vamos abrir nenhuma exceção, se os partidos indicarem nomes que não tenham atributos necessários, currículo e habilidades técnicas para desempenhar, vamos vetar até encontrar alguém que se encontre apto a assumir os cargos”, declara.
Os partidos que fizeram parte da aliança vão indicar uma lista tríplice de nomes que serão avaliadas pelo prefeito eleito. Atualmente a administração tem 298 cargos de confiança, 17 secretarias, uma autarquia e uma subprefeitura. Rafael declarou que pretende reduzir o número de secretarias e cargos de segundo escalão. Franceschi já iniciou a demissão de pelo menos 110 ocupantes desses cargos na semana passada.
“O nosso objetivo é fazer reforma administrativa que diminua o número de secretarias e cargos de comissão e proporcione uma integração dos setores da administração. É melhor ter menos cargos e mais diálogo entre as secretarias existentes”.