11 de julho de 2026
Nacional

Puxado por alimentos, inflação oficial registra a maior alta em seis meses

Reuters
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Rio - A inflação oficial do País registrou, em outubro, a maior alta em seis meses, puxada mais uma vez pelos preços dos alimentos. O resultado, no entanto, ficou dentro do esperado pelo mercado, que também acredita numa desaceleração nos próximos meses.

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou ontem que o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) acelerou a alta a 0,59% no mês passado, após ter subido 0,57% em setembro. Foi o maior resultado desde abril passado, quando o indicador subiu 0,64%, e o segundo mais expressivo do ano.

Analistas ouvidos pela reportagem esperavam avanço de 0,58% em setembro, com as projeções ficando entre 0,53% e 0,75%. “Os alimentos continuam pressionando a inflação e eles fazem o IPCA ficar estacionado num patamar significativo”, disse a jornalistas a economista do IBGE Eulina Nunes dos Santos

Segundo analistas, no entanto, a expectativa a partir de agora é de desaceleração dos preços das commodities, que sentiram a pressão dos efeitos da seca nos Estados Unidos nos últimos meses e levaram os preços dos grãos a dispararem.

“A expectativa é de que o IPCA desacelere (a partir de novembro), principalmente por conta da alimentação”, afirmou a economista da Tendências Alessandra Ribeiro, acrescentando também que os preços ligados a habitação também vão ajudar neste movimento, por conta dos menores impactos vindos dos já ocorridos ajustes de água e esgoto.

Segundo o IBGE, os preços dos alimentos subiram 1,36% no mês passado, quando comparado com agosto, a alta mais intensa apurada pelo IBGE desde novembro de 2010 (2,22%).