O Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) validou nesta quinta-feira a vitória do Internacional sobre o Palmeiras por 2 a 1, no dia 27 de outubro, no estádio Beira-Rio, em Porto Alegre, pelo Campeonato Brasileiro. Em julgamento no Rio de Janeiro, não foi aceito o recurso palmeirense que pedia a anulação da partida por suposta interferência externa em decisão da arbitragem no lance do gol de mão do atacante argentino Barcos.
Com a definição do polêmico caso, após o julgamento no Pleno do STJD, o Palmeiras perde mais uma esperança de aliviar sua complicada situação no Brasileirão. A derrota oficializada agora naquele jogo do Beira-Rio deixa os palmeirenses com os mesmos 33 pontos, na zona de rebaixamento do campeonato. O Internacional, por sua vez, confirma os 51 pontos e ainda sonha com vaga na Copa Libertadores.
O polêmico lance aconteceu no segundo tempo do jogo realizado no Beira-Rio, quando o Internacional já vencia por 2 a 1. Em cobrança de escanteio, Barcos marcou o gol com a mão. Inicialmente, o árbitro alagoano Francisco Carlos Nascimento validou a jogada, assim como o bandeirinha e o auxiliar que fica na linha de fundo. Depois de algum tempo, porém, ele voltou atrás e anulou o gol palmeirense.
Francisco Carlos Nascimento alega que foi avisado da irregularidade pelo quarto árbitro do jogo, Jean Pierre Gonçalves Lima, que teria visto a mão de Barcos de onde estava, na lateral do campo. Mas o Palmeiras defende que o juiz só anulou o gol porque houve interferência do delegado da partida, Gerson Baluta, que teria se informado com imagens da tevê, o que é proibido.
Em uma iniciativa desesperada, o Palmeiras entrou com a ação no STJD pedindo a anulação da partida. Como o tribunal acatou a denúncia, o resultado do jogo ficou suspenso até o julgamento do caso. Mas a derrota palmeirense nesta quinta foi contundente e unânime: todos os auditores do Pleno do STJD acataram o parecer do relator Ronaldo Botelho e o placar ficou 9 a 0.
No julgamento, o Palmeiras apresentou apenas uma testemunha, o próprio Barcos, que foi ao Rio de Janeiro prestar depoimento sobre o caso. Mas o depoimento dele foi ofuscado pelas declarações de Francisco Carlos Nascimento, Jean Pierre Gonçalves Lima e Gerson Baluta. De forma contundente, os três reiteraram que não houve influência externa na decisão de invalidar o gol palmeirense.
O árbitro, o quarto árbitro e o delegado da partida não foram ao julgamento como testemunhas. Eles foram como informantes requisitados pela presidência do tribunal. Mesmo sendo parte interessada, o Internacional não mandou testemunhas. Enquanto isso, o Palmeiras também usou provas de áudio e vídeo para tentar convencer os auditores do Pleno do STJD, mas não teve sucesso.
Tirone contrariado
A decisão dos auditores do STJD não convenceu o presidente do Palmeiras, Arnaldo Tirone, que segue defendendo a tese d. “Para nós, continua claro de que houve interferência externa naquele gol”, comentou Tirone.
Proibição à torcida
A Federação Paulista de Futebol (FPF) proibiu por tempo indeterminado a entrada da torcida Mancha Alviverde nos estádios paulistas. A decisão, anunciada nesta quinta, foi consequência da confusão ocorrida entre membros da organizada e policiais militares no domingo passado, em Araraquara (SP). A partir desta decisão, membros da organizada não poderão entrar caracterizados nos estádios já no duelo decisivo deste domingo contra o Fluminense, em Presidente Prudente, no interior de São Paulo.
Viagem no sábado
Após fazer suspense, diretoria e comissão técnica confirmaram que a delegação do Palmeiras só viajará para Presidente Prudente, no interior de São Paulo, no sábado à tarde, véspera da partida decisiva contra o líder Fluminense. A decisão de não antecipar a viagem foi tomada em conjunto pelo gerente de futebol César Sampaio e o técnico Gilson Kleina, na última quarta. As duas partes avaliaram que haveria muita dificuldade, principalmente na parte logística, para mudar a data do traslado. A questão financeira também teria pesado.