Toda frota de circulares já está nas ruas de Bauru. O último grupo de motoristas que ainda estava na garagem retomou o trabalho por volta do meio-dia desta sexta-feira (9). Segundo assessoria da Emdurb, dentro de, aproximadamente, meia hora, o transporte público estará normalizado em Bauru.
Por volta das 11h desta sexta-feira (9), cerca de 70% da frota de circulares já estavam nas ruas, segundo a assessoria da Emburb.
No entanto, não se sabia ao certo quando o restante dos ônibus iria retomar as atividades em Bauru, pois um grupo de motoristas da oposição ao sindicato ainda exigia regularização na carga horária de trabalho, mesmo com o pré-acordo assinado nesta quinta-feira (8). Segundo o grupo, o acordo não teria sido protocolado na Justiça.
Paralisação
Gritaria e repudio em frente à garagem da Transurb. Essa era a cena que se via na manhã desta sexta-feira (9), quando algum motorista contrariava o grupo da oposição e saía com o ônibus para as ruas.
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Douglas Reis |
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Grupo de oposição pressionava motoristas que retomavam as atividades |
Conforme divulgou o JC, o pré-acordo assinado entre o sindicado dos motoristas, empresa concessionária do transporte coletivo de Bauru e município, teria acabado com o impasse que ameaçava uma nova greve dos coletivos na cidade.
No entanto, na manhã desta sexta-feira (9), um grupo de motoristas de oposição ao sindicato impediu a saída de diversos ônibus às ruas. Conforme o JC apurou, até as 10h da manhã somente 90 coletivos estariam transitando, quando o normal para este período seriam 200 circulares.
Ao ser questionado, um dos motoristas da oposição, que não quis se identificar, alegou que a reivindicação seria por causa das horas extras, que ainda estariam irregulares.
“A proposta é sete horas e vinte minutos de trabalho e, a maioria dos motoristas, não está querendo as horas extras integradas no horário normal de trabalho”, diz. O funcionário ressaltou que muitos trabalham sobre pressão. “Nós não temos cobradores e trabalhamos fora de horário”, completa.
Segundo o assessor da diretoria do Sindicato dos Trabalhadores em Transporte Coletivo (Sindtran), Nélio Souza Santos, as reivindicações dos motoristas em relação à regularização das horas de trabalho e do horário de intervalo foram atendidas nesta quinta-feira (8), por meio do acordo assinado, e que a paralisação parcial seria um tumulto desnecessário por parte dos motoristas.
O vice-presidente do Sindtran, Valter Dutra Pereira, explicou à reportagem que o acordo assinado não teria sido protocolado na Justiça. Dutra garante a volta dos motoristas ao trabalho no momento quando a documentação estiver condizente aos meios judiciais. “Se o acordo for assinado, tanto no ministério do trabalho ou no tribunal, com a assinatura de um responsável jurídico, a paralisação termina”, finaliza.
População prejudicada
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Maria Aparecida Vieira reclamou da falta de informação |
Muitos bauruenses foram prejudicados com a paralisação parcial do transporte público em Bauru na manhã desta sexta-feira (9). A falta de informação foi a principal reclamação dos usuários de coletivos.
A camareira Maria Aparecida Vieira, 38 anos, contou que trabalhou a noite toda e que estava há duas horas e meia esperando pelo ônibus. “A gente devia ser avisada antes. Eles (os motoristas) são trabalhadores, mas nós também somos. A gente não tem culpa do erro da empresa”, desabafa.
A doméstica Marcelina Aparecida Pereira da Silva deveria estar no trabalho às 8h, mas até 9h15 o ônibus que ela pega não havia passado. “Consegui avisar a patroa e ela sugeriu um mototaxi, mas não há condições, os preços estão abusivos. A corrida custa até R$ 20,00 hoje”, diz.
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Eder Azevedo |
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Marcelina Aparecida Pereira da Silva estava há mais de duas horas esperando pelo circular |