R$ 2.112.304,78: este é o exato valor gasto com escoltas de presos executadas neste ano sob responsabilidade do Comando de Policiamento do Interior (CPI-4), com sede em Bauru. O montante foi apresentado ontem pelo coronel Maximiano Cássio Soares durante encontro com a imprensa - e está atualizado até outubro de 2012.
Ao todo, foram escoltados 26.533 detentos por 17.929 policiais em 8.269 procedimentos do tipo - que incluem, inclusive, a locomoção de presidiários ao Fórum. “Só na área do CPI-4 são 23 estabelecimentos prisionais”, detalha o coronel ao indicar qual é a dimensão da demanda.
Uma alternativa a isso são as videoaudiências - iniciadas no Fórum da cidade em março de 2010, mas ainda utilizadas apenas em casos restritos à lei 11.900, de 2008 - sancionada em 2009 pelo então presidente Lula.
A lei detalha que videoaudiências devem ser adotadas em casos específicos, como a “fundada suspeita de que o preso integra facção criminosa ou que possa fugir durante deslocamento”.
Sem ataques
Coronel Cássio Soares aproveitou para expor parte da produtividade da corporação nos 89 municípios do CPI-4 que, juntos, abrigam 1.989.923 habitantes e seis batalhões.
Ele ressaltou, ainda, que os municípios estão amparados do ponto de vista de cobertura policial ostensiva. “Vejam essas ações recentes contra PMs: não tivemos casos na nossa região. Não tivemos mesmo.”
Novo Copom
O novo e regional Centro de Operações da Polícia Militar (Copom) - fone 190 - na sede do CPI-4 (Vila Antártica) deve começar a ser ocupado no primeiro trimestre de 2013.
“Neste dia 14 de novembro estaremos licitando todo o mobiliário”, informa coronel Cássio Soares. O valor da licitação é de cerca de R$ 1,7 milhão.
O prédio começará a receber a estrutura do Copom que já funciona, no próprio CPI-4 - e ser ampliado e modernizado gradativamente com equipamentos, inclusive digitais.
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