08 de julho de 2026
Internacional

Especialista em computação do Vaticano é condenado

Por Philip Pullella | Reuters
| Tempo de leitura: 1 min

Uma corte do Vaticano julgou neste sábado (10) o especialista em computação Claudio Sciarpelletti culpado por obstruir a Justiça na investigação de vazamento de importantes documentais papais para a imprensa por parte do ex-mordomo do pontífice.

O mesmo tribunal que condenou no mês passado Paolo Gabriele, ex-mordomo do Papa Bento 16, deu a Sciarpelletti uma sentença suspensa de dois meses. Ele foi acusado de ajudar Gabriele a vazar o documento.

Mas a corte decidiu que ele era culpado apenas por obstrução da Justiça, por ter mudado sua versão dos fatos várias vezes durante a investigação.

Gabriele foi condenado por furto qualificado em um outro julgamento, no mês passado, e sentenciado a 18 meses na prisão por roubar importantes documentos do papa e vazá-los para a imprensa. Ele manteve algumas informações confidenciais em seu computador.

Um dos mais próximos serventes do papa, Gabriele admitiu ter vazado os documentos no que disse ter sido uma tentativa de elucidar a corrupção e o "mal" na sede dos 1,2 bilhão de católicos do mundo.

Sciarpelletti passou uma noite na cela do Vaticano, em 25 de maio, dois dias depois de Gabriele ter sido preso, quando a polícia fez uma busca na casa do ex-mordomo e encontrou muitas cópias de documentos, alguns alegando brigas no tribunal papal e corrupção nos níveis mais altos da Igreja.

Quando a polícia do Vaticano realizou buscas na mesa de Sciarpelletti na Secretaria de Estado --o coração da administração da Santa Sé-- encontrou um envelope fechado, endereçado a Gabriele e com a palavra "pessoal".

Ele continha documentos relativos a um capítulo de um livro sobre corrupção e intrigas no Vaticano, escrito pelo jornalista italiano Gianluigi Nuzzi, que recebeu os documentos de Gabriele.