07 de julho de 2026
Polícia

Advogada é executada com sete tiros em Araçatuba

Por Hélton Souza | Folha da Região de Araçatuba
| Tempo de leitura: 2 min

A advogada Priscilla Soraia Dib, 33 anos, foi executada com sete tiros na madrugada de sábado (10), em Araçatuba. Ela estava em um posto de combustíveis no cruzamento da rua Marcílio Dias com a avenida João Arruda Brasil, quando dois desconhecidos chegaram em uma moto. O garupa desceu e fez, pelo menos, dez disparos.

Reprodução Facebook

A advogada Priscilla Soraia Dib tinha 33 anos

Priscilla estava sentada na carroceria de sua caminhonete, uma Hilux preta, e morreu na hora. Três disparos de pistola calibre 380 atingiram o rosto da advogada e outro tiro acertou a nádega. Além do veículo da vítima, uma F-250, um Uno e um Monza que estavam no posto foram alvejados, mas não houve feridos.

Em setembro de 2011, a advogada chegou a ser presa durante a Operação Anaconda. Além dela, outras cinco pessoas foram detidas acusadas de envolvimento com o crime organizado e ligação com o Primeiro Comando da Capital (PCC). Na ocasião, foram cumpridos mandados de busca e de prisão em Araçatuba.

Contra Priscilla não havia mandado de prisão, mas em sua casa os policiais encontraram um rádio comunicador ligado na frequência da PM e uma porção de maconha. No final de novembro, ela deixou a cadeia após ter a prisão preventiva revogada.

Por conta da prisão, Priscilla respondia a um processo disciplinar da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB).

Ameaças

Segundo o delegado da Delegacia de Investigações Gerais (DIG) Marcelo Curi, Priscilla havia recebido diversas ameaças de morte. No entanto, por medo, não chegou a registrar boletim de ocorrência.

Na madrugada de sábado, ela estava na companhia de um amigo, um cabeleireiro de 30 anos, quando foi morta no posto. De acordo com boletim de ocorrência, o rapaz teria se ausentado para cumprimentar um colega e, quando retornava com uma cerveja para entregar a Priscilla, ocorreram os disparos.

O atirador fugiu sem ser identificado. “Ele usava capacete e viseira, não deu para olhar e anotar qualquer característica”.

De acordo com o delegado, uma motocicleta de cor vermelha, sem modelo identificado, teria sido usada pela dupla.