09 de julho de 2026
Articulistas

Fim do mundo...

Wellington Balbo
| Tempo de leitura: 2 min

Li o artigo do professor Alberto Consolaro no JC de 12/11/2012 sobre o fim do mundo e não pude me omitir. Em algumas palestras que realizamos nas mais diversas localidades do Estado encontramos pessoas preocupadas com o tal de fim do mundo. Mas isso não é o fim do mundo. Fim do mundo mesmo é verificar escritores explorando a credulidade das pessoas, abordando esse tema das mais diversas formas para ganhar "alguns". Muitos pegam leve e chamam de transição. A Terra está em transição. Para não chatear, penso com meus botões: conta outra porque essa de transição é velha! E, aproveitando a boa fé, publicam textos, artigos e livros sobre o tão propalado fim do mundo ou a tal de transição. Agora, pergunto: quando a Terra não esteve em transição? Ora, estamos em transição desde que o mundo é mundo, ou não? Mas, convenhamos, acho mesmo que estamos no fim do mundo: o Palmeiras vai cair. Políticos sendo julgados e condenados. O Fred não vai pra Seleção e, pra piorar, ou, quem sabe, melhorar, o Norusca na final da Copa Paulista. Final dos tempos!

Brincadeiras à parte, fico a refletir nas razões de tantas preocupações sobre o fim do mundo. Não precisamos nos preocupar com isso. Há remédios, calmantes dos bons para anestesiar os mais ansiosos. Aliás, a indústria farmacêutica vem faturando horrores ao explorar a ansiedade e a depressão, o chamado mal do século. Mas, se o mundo acabar, acabado está. Até porque do jeito que andam as coisas só construindo de novo. O mundo? Não, claro que não! Mas a consciência das pessoas. E, acreditem; outro dia vi um sujeito parando na vaga de portadores de necessidades especiais no mercado perto de casa. Uma moça mais ousada cobrou do indivíduo: E aí, meu filho, essa vaga é para os portadores de necessidades... Ah, sua mal amada, respondeu ele, taciturno.

Final dos tempos mesmo. Além de mal educados, desrespeitamos descaradamente o direito dos outros. Não me chamem de pessimista, por favor. Só estou um pouco chato hoje, talvez efeito desses feriados todos... Ah, reclamando de feriados? Final dos tempos... Todavia, ainda acredito no ser humano, ainda acredito em nós. Somos capazes de virar o jogo e impedir que o mundo acabe em dezembro.

A propósito, sei que o mundo não acabará em dezembro. Quem me alertou? Não, não foi Deus! Nosso chefe não fez nenhum comunicado comigo. O que ocorreu foi que meu filho, na inocência de seus 9 anos, tascou: - Pai, o mundo não acaba em 2012. E eu: - Ah não! E como você sabe? Ele, triunfante, respondeu: - Estou com esse doce aqui que diz: Válido até maio de 2013. Ora, se o doce vai até 2013, imagine o mundo... Santa inteligência a dessas crianças. Conseguem raciocinar melhor do que nós! É mesmo o fim do mundo, o final dos tempos...

O autor, Wellington Balbo, é colaborador de Opinião