09 de julho de 2026
Cultura

Homenagem ao ?pai? do samba

Da Redação
| Tempo de leitura: 2 min

Neste sábado, dia 17, o grupo Os Canhotos, nascido na cidade de Araraquara, chega ao Sesi de Bauru para apresentar o seu show “Homenagem ao Embaixador do Samba Paulista – Adoniran Barbosa”, às 17h.

O espetáculo foi selecionado pelo Edital Local – Sesi 2012 para compor a programação que visa incentivar a produção artística na região. A entrada é gratuita, segundo o Sesc.

A paixão pela música e a coincidência de tocarem com a mão esquerda reuniram os músicos e amigos Ely Silva (voz), Everton Fabiano (cavaquinho e bandolim), Juninho (percussão) e Mario Rodrigues (sax e clarinete) em torno de um objetivo comum: divulgar e jamais deixar morrer o samba de raiz.

Em tributo ao cantor, compositor, humorista e ator Adoniran Barbosa, o grupo interpreta, durante o espetáculo, as canções que se tornaram obrigatórias nas rodas de samba, como “Trem das Onze”, “Saudosa Maloca” e “Tiro ao Álvaro”.

A ideia de homenagear o gênero é antiga, dizem os músicos. Tendo integrado outros grupos e com grande experiência no samba, “Os Canhotos” têm em comum não só o fato de tocarem com a mão esquerda e a paixão pelo samba, mas a vontade de divulgar e jamais deixar morrer esse grande ícone da música popular brasileira.

Quem foi Adoniran

Quebrando barreiras e preconceitos, João Rubinato, mais conhecido como Adoniran Barbosa, tornou-se o pai do samba paulistano e um dos maiores representantes da música popular brasileira.

Considerado o “pai” do samba paulista, ele achava que João Rubinato não era nome de cantor de samba. Resolveu mudar. De um amigo pegou emprestado Adoniran e, em homenagem ao sambista Luiz Barbosa, adotou seu sobrenome. Deu certo.

Adoniran nasceu na cidade de Valinhos, interior de São Paulo, a 6 de agosto de 1910. Filho de imigrantes italianos, abandonou os estudos ainda no primário para trabalhar. Foi tecelão, balconista, pintor de paredes e até garçom.

Na Record, Adoniran Barbosa conheceu o produtor Osvaldo Moles, responsável pela criação e pelo texto dos principais tipos interpretados por ele. Os dois trabalharam juntos durante 26 anos. No rádio, um dos maiores sucessos dessa parceria foi o programa “Histórias das Malocas”, onde Adoniran representava o personagem Charutinho.

O programa ficou no ar pela rádio Record até 1965, chegando a ter uma versão para a televisão. Os dois também dividiram a criação de vários sambas. Dessa união nasceram, entre outros clássicos, “Tiro ao Álvaro” e “Pafúncia”.

As pequenas crônicas da vida paulistana criadas por Adoniran com sotaque peculiar, resultado da fusão das várias raças que escolheram a Capital paulista como morada, tornaram-se conhecidas em todo Brasil na interpretação dos Demônios da Garoa.

“Saudosa Maloca”, que o próprio autor havia gravado sem sucesso em 1951, foi registrada por eles em 1955 e gravada por Elis Regina. Iracema nasceu de uma notícia de jornal - quando uma mulher havia sido atropelada na avenida São João.

Adoniran nasceu e morreu pobre - todo o dinheiro que ganhou gastou ajudando ou comemorando sucessos com os amigos. 


Serviço

Os ingressos serão distribuídos 1 minuto antes do início da apresentação. O Sesi ica na rua Rubens Arruda, 8-50.