08 de julho de 2026
Jogos Abertos 2012

Basquete: Estamos nas sêmis

Luiz Beltramin
| Tempo de leitura: 6 min

A parada foi difícil, mas o Paschoalotto/Bauru está garantido na próxima etapa do torneio masculino dos Jogos Abertos do Interior válido pela Divisão Especial. Por 87 a 83, a equipe que representa a cidade na competição superou Limeira, ontem à noite, em equilibrada partida no ginásio Panela de Pressão.

Com a vitória, o time comandado pelo técnico Guerrinha está garantido nas semifinais. A equipe ainda volta a quadra hoje, para encerrar a primeira fase frente à representação de Mogi das Cruzes. Em caso de vitória, Bauru assegura o primeiro lugar na chave B e, desta forma, enfrenta o segundo colocado do grupo A, teoricamente mais fácil.


Se a equipe busca maior tranquilidade na decisão por uma vaga na final, sossego é o que não foi encontrado ontem à noite. Desde os primeiros lances, Limeira mostrou que não veio à passeio para os Jogos Abertos. Ponto a ponto, os visitantes deram trabalho.

Após terminar a primeira metade do jogo com a vantagem de apenas um ponto (44-43), Bauru volta a encontrar dificuldades no terceiro quarto, encerrado com vitória parcial dos visitantes (18-16). Mas foi no período decisivo que Limeira, de fato, assustou. Com lances de três seguidos, os visitantes abriram oito pontos de vantagem.

Mas foram esses mesmos lances que trouxeram Bauru de volta para o jogo. Apagado na maior parte da partida, com baixo aproveitamento nas tentativas, principalmente de fora da linha, nos três primeiros quartos, Fernando Fischer “renasceu” na partida e devolveu a equipe para o páreo. Com duas de três seguidas, o ala ajudou no empate e virada.

“Consegui ajudar na hora que precisava. No primeiro tempo errei, mas faz parte”, analisa o jogador, prevendo mais dificuldades daqui para a frente. “É um Paulista reduzido, com um jogo atrás do outro. Fisicamente é difícil manter o mesmo nível. Hoje (ontem) eu estava com a perna mais cansada do que no primeiro jogo. Mas temos de administrar isso”, afirma.

 

Equilíbrio

Desde antes da estreia nos Abertos, o técnico Guerrinha já atentava para o nível da competição se assemelhar a um Estadual sem os times da Capital. Exceto São José dos Campos (leia abaixo), que trouxe uma equipe juvenil por disputar simultaneamente outras competições, todos os demais participantes são do nível de Paulista ou Novo Basquete Brasil (NBB).

Sobre a vitória de ontem, o treinador enfatizou o equilíbrio. “Foi um jogo muito bom, desde o início. Ninguém conseguiu abrir grande diferença. Num momento difícil nosso, Limeira conseguiu abrir oito pontos, mas conseguimos buscar. A vitória mostra o equilíbrio dos Jogos”, avalia.

Guerrinha também vê mais dificuldades a partir das semifinais. Por isso, destaca, é importante garantir o primeiro lugar do grupo no jogo de hoje, às 19h, contra Mogi, também na Panela de Pressão. “Daqui para a frente é assim. Teoricamente, numa semifinal, se sairmos em primeiro, pegamos Rio Claro”, supõe.

“Não é uma equipe do mesmo nível de Franca, Limeira, Mogi ou Sorocaba, mas é um time chato, que vem para jogar”, valoriza. “E a final é outro jogo nesse nível (de ontem)”, considera o técnico de Bauru.

Assim como nas demais partidas de basquete dos Jogos Abertos do Interior, não foi possível  contabilizar as estatísticas, que não são computadas pela Secretaria de Esporte, Lazer e Juventude do Estado de São Paulo, entidade organizadora da competição.

 

Sidão chega na quinta e Detrick semana que vem

Os reforços recém-contratados pelo Paschoalotto para a disputa do NBB desembarcam em Bauru nos próximos dias para iniciarem a preparação juntamente com a equipe, que estreia na competição neste domingo, às 18h, contra São José, no Vale do Paraíba. Sidão apresenta-se ao Bauru nesta quinta-feira e Detrick é esperado para a próxima semana ainda sem data definida.

A contratação do pivô Sidão foi noticiada com exclusividade pelo Jornal da Cidade na edição ontem. O jogador tem 29 anos, 2,15m e atua na posição cinco, a mesma de Jeff Agba. É um jogador mais pesado para brigar na área pintada. O pivô jogava há cinco anos na Espanha e na última temporada atuou pelo Clavijo.

Já Detrick, que teve a informação de sua contratação adiantada pelo blog Canhota 10, tem 31 anos e 1,96m. O ala nasceu na Alemanha, mas é filho de pais norte-americanos e tem naturalidade estadunidense e austríaca.

De acordo com a assessoria de imprensa do Bauru Basket, o ala teve passagem pela NCAA, onde chegou a disputar o final four no ano de 2002 pela Universidade de Oklahoma e, após deixar os EUA, passou pela Liga Alemã, Holandesa e até pela ACB, jogando pelo Lagun Aro. Detrick vinha atuando pelo Apollon Limassol, do Chipre.

 

‘Porcos’ na Panela

Apesar do dolorido segundo rebaixamento para a Série-B do Campeonato Brasileiro, alguns torcedores do Palmeiras envergavam, com orgulho, a camisa alviverde nos jogos de basquete de ontem à tarde, no ginásio Panela de Pressão. Com diferentes idades, os alviverdes tinham o mesmo pensamento sobre o triste presente, mas esperançoso futuro do Palestra.

Cada um com seu motivo para estar de verde no dia seguinte à degola, vergonha era palavra riscada no dicionário. “Eu coloquei hoje (ontem) essa camisa para pirraçar meu pai”, admite Rafael Cristaldo Novaes, 10 anos, filho do são-paulino Anderson Carlos. “Tomara Deus que a gente suba ano que vem”, torce o garoto, que já elegeu culpado pelo descenso. “Felipão”, resume, garantindo que, na alegria ou na tristeza: “não vou mudar de time”.

Dez anos mais velho, o também palmeirense Júlio César Devigilli de Oliveira, acha que a degola tem diversos fatores, entre eles o azar. Para ele, assim como o garoto do outro lado da arquibancada, o que importa é ostentar as cores do time, independentemente ao resultado.

“Quando vencemos a Copa do Brasil vim para o ginásio com a camisa. Não haveria por que de não estar agora”.

 

Franca bate time de juvenis do São José

A camisa era a mesma do algoz de Bauru nas ainda doloridas semifinais do Campeonato Paulista. Em quadra, quanta diferença. Justamente por figurar na decisão do título estadual contra o Pinheiros, além de acumular também os preparativos para estrear no NBB, São José optou por trazer uma equipe juvenil para os Jogos Abertos.

De cara, os garotos do Vale do Paraíba encararam Franca, com seu elenco completo e em estágio preparatório também para a competição nacional. Apesar de também passar por processo de reformulação, com início de projeto, a representação francana comandada pelo técnico Lula Ferreira, não deu tréguas para o time B joseense.

Os 44 pontos de diferença no jogo, com o placar final de 89 a 45, refletiram bem o abismo técnico e evolutivo entre os dois quintetos em quadra. Apesar de sonolento no início, quando permitiu até certo equilíbrio, o time de Franca tomou as rédeas no segundo tempo, sem qualquer ameaça.

Para o técnico Lula, foi justamente o favoritismo que provocou a sonolência de seu time no início. “O jogo tem de ser jogado. O fato dos meninos de São José serem menos experientes não significa que não sejam bons jogadores. Na verdade, são. Sem a mesma rodagem. Nosso primeiro tempo foi muito equivocado. No segundo fizemos o que tinha de fazer”, observa.