09 de julho de 2026
Tribuna do Leitor

Enem, Unesp e a omissão no trânsito


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Novamente a história se repete, a exemplo de outros anos. Fui levar minha filha e fiquei novamente revoltado (como se fosse novidade!) com a ausência de fiscais do trânsito (GOT? Faz-me rir), com a absoluta falta de sensibilidade, de preparo, de organização e respeito de nossas "abstratas" autoridades com quem está diretamente envolvido com dois eventos tão grandiosos e de extrema importância: pais e alunos. Em todo o trajeto da Duque, desde a Treze de Maio, passando pelo viaduto, e até o acesso à ITE, não presenciei ao menos um só fiscal, o que demonstra a falta de sensibilidade com os candidatos, pois o trânsito, principalmente na rotatória da Castelo e na chegada à ITE, estava sem a menor organização, coordenação e orientação, e para quem estava indo para as provas e o tempo estava passando rapidamente, aumentava a tensão em quem já estava absolutamente preocupado com o que iria cair, e ainda tinha que pensar se iria dar tempo ou não de chegar.

Embora particularmente tivesse saído com tempo suficiente para a chegada, lamento pelos que não chegaram a tempo em decorrência disso, e não há como corrigir o fato nem consolar a dor (presenciei um carro com placas de São João da Boa Vista, com a família toda dentro e dois filhos chegando atrasados).

A falta de preparo de quem dirige o trânsito em Bauru, Emdurb ou qualquer outra coisa do gênero, que não tem competência nem qualidade para se antecipar ao fato e fazer com que os motoristas e/ou candidatos tenham tranquilidade para se dirigir aos locais das provas, é revoltante e mostra claramente o aparelhamento político que esta administração vem praticando na acomodação dos "companheiros" (vide o JC de sábado sobre o inchaço da máquina administrativa).

Organização exige conhecimento técnico para se colocar em prática alternativas ou soluções para melhorar a situação com antecedência, e não "conhecimento" político, o qual só traz resultados benéficos para quem está acomodado em algum cargo de confiança (ou de Aspone) e não tira a digníssima nádega da sua (bela) cadeira e do seu confortável ar-condicionado para se expor ao tempo e trazer melhorias para quem se locomove e paga (e bem, registre-se) os salários dos referidos secretários (seria melhor sectários).

Por fim, como em anos anteriores não foram cobrados (inclusive pelo mandatário-mor, para quem tudo são flores), deveriam ao menos se dar ao respeito de vir a público por conta própria penitenciar-se pela inoperância e justificar por que os azuizinhos (GOT), amarelinhos, marronzinhos, ou quaisquer outras cores existentes (aliás, arco-íris seria mais indicado, com todo o respeito a quem o utiliza como símbolo), não estavam cumprindo seu papel, de orientador de trânsito, e não "multador" de trânsito.

Mas como ainda teremos segunda fase da Fuvest e Unesp, e no ano que vem novamente os mesmos eventos, espera-se que haja melhor atuação por parte destas ineficientes autoridades e que, caso não aja, que sejam penalizados com a dor da perda por parte de algum filho ou parente de uma destas provas por atraso na chegada em decorrência de problemas que eles mesmos não tiveram capacidade de solucionar ou mesmo minimizar.

Antônio Hilário Luizão Módolo