08 de julho de 2026
Esportes

Superclássico das Américas: Efeito Argentina

Mateus Silva Alves
| Tempo de leitura: 3 min

Mauro Horita/Agif/Estadão Conteúdo

O atacante Neymar terá mais uma oportunidade para impressionar os argentinos com suas jogadas de habilidade

Dois meses depois do primeiro jogo do Superclássico das Américas, em Goiânia (para quem já esqueceu: o Brasil venceu por 2 a 1), a seleção brasileira vai enfrentar a Argentina nesta quarta-feira, a partir das 22h (horário de Brasília), em Buenos Aires, na disputa de uma taça que não entusiasma ninguém - o Brasil joga pelo empate. Ao menos a partida dará a Neymar a chance de fazer algo que ainda não conseguiu: brilhar intensamente em território argentino.

A Argentina parece não fazer muito bem à principal estrela do futebol do Brasil na atualidade. Todas as vezes que entrou no país vizinho, Neymar deu a impressão de ter deixado seu talento na alfândega. Esse problema surgiu quando ele disputou a Copa América, no ano passado. O atacante do Santos era uma das duas maiores atrações do torneio (a outra era Messi) e esperava-se ansiosamente por um tira-teima entre eles na final, mas o brasileiro negou fogo em seu primeiro grande teste na seleção, que caiu nas quartas de final.

Ainda no ano passado, mais uma visita frustrada à Argentina. A ocasião era a primeira partida da edição inicial do Superclássico das Américas. E o jogo, disputado em Córdoba, foi um tedioso 0 a 0 principalmente porque Neymar não jogou nada. A coisa ficou ainda pior no primeiro semestre deste ano, quando o Santos foi a Buenos Aires para enfrentar o Vélez Sarsfield, pelas quartas de final da Libertadores. O até então desconhecido lateral Peruzzi fez seu nome às custas do astro brasileiro, que teve uma das piores atuações de sua carreira naquela noite de derrota santista por 1 a 0.

Agora que terá mais uma oportunidade de finalmente impressionar os argentinos, Neymar está animado. O fato de Brasil e Argentina não entrarem em campo com suas formações principais (apenas jogadores que atuam nos dois países participam) não parece aborrecer o astro. “A gente tem de aproveitar sempre a chance de jogar pela seleção, é um sonho de todo mundo”, disse o atacante. “E, querendo ou não, é um título que estará em jogo.”

Tanto faz

Nos últimos quatro amistosos da seleção principal do Brasil, Neymar foi escalado por Mano Menezes como o jogador mais avançado da equipe - um falso centroavante, por assim dizer. E ninguém pode negar que seu desempenho foi bom, já que ele marcou sete gols nesses jogos (há de se levar em conta, no entanto, que o fato de o time ter jogado contra China e Iraque ajudou a inflar esse número).

Nesta quarta-feira, porém, o astro vai voltar a ter um centroavante de ofício a seu lado no ataque da seleção. Ele formará dupla com Fred, artilheiro do Campeonato Brasileiro, que não veste a camisa amarela há mais de um ano. E Neymar jura que para ele não faz a menor diferença a posição em que jogará. “O que eu quero é jogar, independentemente de ficar fixo na frente ou não”, avisou.

Além de servir para Neymar acabar com a sina de sempre falhar na Argentina, a partida desta quarta-feira dará a muitos jogadores a chance de mostrar serviço para Mano Menezes e, assim, aparecer nas próximas convocações do técnico - dessa vez, para a seleção principal. O jogo deveria ter sido disputado em 3 de outubro, na cidade argentina de Resistencia, mas faltou luz no Estádio Centenário.