09 de julho de 2026
Geral

Inclusão e design garantem premiação a alunas do Iesb

Da Redação
| Tempo de leitura: 2 min

Com o intuito de se formar com a “sensação de dever cumprido”, as estudantes Driélli Valério de Oliveira e Fabiana Yumi Fujishima Metorina se inscreveram em diferentes concursos de design e mostraram que todo o empenho e estudo valeram a pena.

As formandas do curso de design do Iesb/Preve seguiram caminhos distintos. Driélli se dedicou à moda e se inscreveu no 4º Concurso de Moda Inclusiva, conquistando o primeiro lugar. Já Fabiana estudou para ser designer de móveis e ficou em segundo lugar no concurso Tok&Stok 2012.

Com o tema “Brasil, gigante pela própria natureza”, foi realizada a 7ª edição do Prêmio Tok&Stok de Design Universitário no último dia 8. Guiada pela miscigenação e contrastes do povo brasileiro, Fabiana conta que se inspirou na viagem que fez para o Nordeste para desenvolver seu projeto, premiado com R$ 7 mil.

“Escolhi o Nordeste como inspiração, principalmente o mandacaru, por ser uma planta que resiste às mais fortes secas e serve de alimento para os animais. Assim, o povo segue em frente”, conta.            

Cada móvel poderia ser construído com no máximo três matérias-primas e teria que ser trabalhado com princípios da empresa: contemporaneidade, jovialidade, minimalismo, solução, preço adequado ao público-alvo, condições de armazenagem, entrega e retirada pelos clientes.

Assim, Fabiana criou um mancebo. O produto foi renovado com características joviais, desenhos coloridos e estruturas práticas para montar e desmontar. “Meu produto agora se encontra em votação pelo público para saber se vai ser comercializado ou não, no Facebook da empresa”, conta Fabiana.

Se for considerado viável industrialmente e comercialmente, poderá fazer parte da linha de produtos da Tok&Stok e ganhará royalties de 5% do custo do produto.


‘Moda Inclusiva’

No último dia 13 foi realizado no Museu Brasileiro de Escultura (Mube), em São Paulo, o 4º Concurso de Moda Inclusiva, que premiou em primeiro lugar a aluna do Iesb/Preve Driélli de Oliveira, que criou um vestido de noiva.

“Já tinha esse projeto na minha cabeça há um ano, e fazia para a apresentação do meu trabalho de conclusão de curso. Ganhei pela minha dedicação de tentar fazer um bom projeto para pessoas com alguma deficiência”, conta. 

Ela explica que o vestido de noiva foi dividido em duas peças: corpete tomara-que-caia e saia com um sistema de regulagem de comprimento, de modo que a barra não enrosque na cadeira de rodas.

“Meu objetivo é continuar nesse ramo de moda inclusiva, pois sinto orgulho em ajudar as pessoas que não têm a mesma facilidade que os outros. Tenho uma página na rede social em que troco ideias com pessoas para desenvolver peças práticas e confortáveis”, diz a designer. 

Driélli ganhou como prêmio um estágio de um mês na empresa Vicunha Têxtil, além de 150 metros de tecido da mesma empresa e um software Audaces Idea, mais treinamento EAD e Clube Audaces por um ano.