08 de julho de 2026
Tribuna do Leitor

As voltas que o mundo dá


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Neste nosso iniciante século XXI, que transformou o mundo em uma aldeia global, com os meios de comunicação levando os fatos e mostrando-os para o mundo imediata e simultaneamente, todos ficam sabendo de tudo e se espantando com as voltas que o mundo dá.

Entre os povos que vêm participando dessas voltas e fazendo diferenças, estão os Estados Unidos da América do Norte e o Brasil, da América do Sul, deslocando o foco que quase sempre esteve voltado para a Europa, por ser mais "primeiro mundo" até então.

Nos Estados Unidos tivemos a estarrecedora eleição de um negro, hoje chamado afro-americano, casado com uma negra e tendo por filhas duas negrinhas e com um nome que pode ser tudo menos nome de norte-americano. E o que é mais espantoso: disputando reeleição com um americano típico, casado com uma loira e com filhos loiros e nome totalmente americano, vence-o e se reelege.

No Brasil machista que apresenta a mulher brasileira como uma mulata sestrosa, toda rebolativa com seus traseiros avantajados, é eleita uma mulher que não é nada disso, ao contrário, é séria, circunspecta, austera, elegante e simples, sem nada daquele sensualismo que o brasileiro insiste em mostrar na mídia como mulher ideal. E até o nome é muito diferente do nome que se esperava de uma brasileira típica e assim mesmo foi eleita e aprovada pela mídia nacional e até mesmo internacional.

E nessas voltas que o mundo dá, faz a diferença, quando brasileiros e norte-americanos se compenetram e fazem uma esperança de futuro totalmente diferente do status quo. Que as suas esperanças, americanos e brasileiros, se realizem com os seus escolhidos para realiza-las.

Isolina Bresolin Vianna