08 de julho de 2026
Tribuna do Leitor

Absurdos no trânsito


| Tempo de leitura: 2 min

É impressionante como algumas pessoas têm a habilidade de transformar "cortesia no trânsito" em desrespeito e imposição das suas vontades. Acostumados ao jeitinho brasileiro, usam o termo gentileza, cortesia, para camuflar suas ações inadequadas, suas atitudes inconsequentes e total falta de educação e respeito com o outro. Na Gustavo Maciel, quadra 12, no final da tarde, os carros param em filas duplas, triplas e...pasmem, quádruplas. Ninguém anda, e ao mesmo tempo, o trança?trança se torna um horror. Hoje, uma senhora quase atropelou um motoqueiro e, fazendo de conta que não havia nem percebido a presença dele ali, continuou seu descompasso complicando ainda mais o que estava uma bagunça. Ela estava atrás de nós, à direita e o motoqueiro à nossa frente. Ela, sem sinal, sem nada, acelerou, cortou a frente dele, que quase foi atropelado, e a nossa, atravessou o carro na rua impedindo completamente o trânsito por quase cinco minutos, (marquei no relógio), para pegar a vaga que seria deixada por outra pessoa, à esquerda da rua.

Não sendo o suficiente, um cidadão que estava parado em fila dupla, com uma criança no banco da frente, cortou-nos de forma imprudente, também sem sinal, sem nada, forçando a frenagem brusca, correndo o risco de ter uma batida do carro que vinha atrás. Quando dei um "toque rápido na busina", no sentido de alertá-lo, ele virou-se para nós, sem respeito algum, com a maior cara de pau, dando um péssimo exemplo ao seu filho, gritando: "Cortesia no trânsito! Cortesia no trânsito!" Respondi-lhe que cortesia era uma coisa, imprudência era outra.

Ele continuou a andar ao nosso lado insultando-nos e perguntando: já dirigiu em São Paulo, no Rio de Janeiro? (Como se isso desse a alguém o direito de desrespeitar o outro). Ora, norma é norma aqui ou em qualquer outro lugar deste país. Ser paulistano ou carioca não dá a ninguém o direito de achar que pode fazer o que quiser e o pior, ser mau exemplo a seu filho que, no banco da frente, ria muito do "papai machão" e, com certeza, amanhã, vai achar que pode atropelar e matar no trânsito, descumprir regras, queimar mendigos... porque ele simplesmente pode: "Aprendi com meu papai machão que eu sou o dono do mundo à minha volta e todos precisam se curvar à minha vontade porque... eu posso... ".

A Emdurb precisa colocar seu pessoal ali para "colocar ordem no pedaço" nesses horários complicados e ensinar a alguns cidadãos e cidadãs que, independentemente do Estado em que se nasce, ou de quem se é, a educação no trânsito não pode ser confundida com "tirar vantagem" e imprudência. Ah! A propósito: morei muitos anos em São Paulo, já dirigi sim na maior cidade do Brasil, e também na Europa, quando viajávamos de férias ... Só para constar...

Mara C. Malta ? Bauru