As tardes quentes da primavera afetam os profissionais que trabalham expostos ao sol, entre eles, os carteiros, que andam em média 20 quilômetros por dia. Para amenizar o desgaste e evitar os problemas de saúde causados pelo sol e o calor, a classe reivindica há mais de cinco anos que a entrega de correspondências aconteça somente no período da manhã.
Hoje, os carteiros trabalham internamente nos Correios até o meio-dia e saem para realizar as entregas à tarde. “Trabalhar andando pelas ruas à tarde, principalmente no horário de verão não é fácil. O sol intenso gera mal-estar e prejudica até o sono”, relatou Antônio Carlos Pastorelo, carteiro há quatro anos.
Segundo os Correios, a realização da distribuição de correspondências no período matutino necessita de prévia avaliação individualizada nas Unidades Operacionais, responsáveis pela entrega das correspondências, com vistas a mensurar o impacto que a adoção de tal medida trará às demais etapas do fluxo postal (postagem, triagem, transporte).
Em função disto, o Tribunal Superior do Trabalho (TST) definiu em setembro que um projeto piloto de entregas de correspondências pela manhã fosse implantado em três unidades de serviços, a fim de haver um embasamento sobre a definição final da troca definitiva do período de entregas dos carteiros.
Embora ainda não haja uma data específica para medida do TST entrar definitivamente em vigor, o Sindicato dos Empregados da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos de Bauru e Região (Sindecteb) espera que isto aconteça no início ou meados de 2013. “Essa mudança vai trazer benefícios para ambos os lados”, comentou José Aparecido Gimenes Gandara, presidente do Sindecteb.