No início da madrugada de ontem, o trânsito bauruense encorpou ainda mais seu trágico saldo de mortes. O vigilante Bruno Cardoso Rafael Santos, 25 anos, morreu no Hospital de Base (HB). Ele estava internado na instituição desde segunda-feira, quando sofreu um grave acidente de moto na Vila Industrial. Agora, o trânsito de Bauru já é palco de 25 mortes.
De acordo com o boletim de ocorrência (BO), o acidente ocorreu por volta das 7h10 da manhã do último dia 19. A vítima conduzia sua motocicleta, uma Honda Titan, pela avenida Elias Miguel Maluf, quando, na entrada da rodovia, colidiu com um caminhão.
No registro, o motorista do caminhão, um homem de 37 anos, disse que ouviu o barulho da colisão da moto contra seu veículo. Com o acidente, Bruno Santos foi jogado para baixo do caminhão.
O motorista parou para verificar o ocorrido e pessoas que passavam pelo local acionaram o socorro. A vítima foi levada ao Pronto-Socorro Central (PSC) em estado grave e, depois, transferida para a Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do HB.
A Polícia Científica foi acionada ao local do acidente e realizou a perícia técnica para apurar as reais circunstâncias da colisão.
Ontem, quatro dias após o ocorrido, o vigilante Bruno Cardoso Santos não resistiu e morreu. Segundo o HB, a morte foi confirmada pouco após a meia-noite.
Agora, Bauru já registra 25 vítimas fatais, o que supera 2011 e 2010. De acordo com dados da Polícia Militar (PM), o ano passado teve 19 registros, número que já havia sido ultrapassado há meses. Em 2010, foram 23 mortes.
Esta estatística, infelizmente, ainda deve ganhar contornos mais dramáticos, uma vez que faltam ainda os dados de dezembro, quando aumenta muito o fluxo de veículos na cidade.
Com o preocupante ano de 2012 em relação ao trânsito, o Jornal da Cidade passou a dar destaque ao tema em suas edições. No último domingo, ampla reportagem mostrou que o principal problema é falta de educação e respeito dos motoristas. A ideia de um “Código” de convivência surgiu como uma das soluções viáveis.
Tristeza
Assim como todos os casos de violência do trânsito, o que fica é a dor em familiares e amigos. O vigilante Bruno Cardoso Rafael Santos, 25 anos, deixa esposa e um filho de apenas 2 anos. A vítima trabalhava em um hospital de Bauru.
Segundo amigos, que não quiseram se identificar, a tristeza era muito grande, uma vez que Bruno era uma pessoa bastante alegre. Outra característica era o empenho no trabalho. “Era um pessoa muita gente boa e trabalhadora. Batalhava por tudo”, disse uma amiga. Como hobby, jogava futebol e tentava fazer mais bonito do que o time que amava. Recentemente, “seu” Palmeiras “do coração” caiu para a 2.ª divisão do Campeonato Brasileiro.