08 de julho de 2026
Geral

Em uma semana, internações pela metade


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A reportagem do Jornal da Cidade esteve ontem nos corredores do Hospital de Base. A sensação é de um “hospital fantasma” em razão do grande número de leitos vazios. Funcionários relatam que, na semana passada, aproximadamente 140 pacientes estavam internados no local. No final de semana, caiu para 100. Ontem, porém, eles eram apenas 78.

Por conta da crise na Associação Hospitalar de Bauru (AHB), há cinco anos, o HB já operava em 40% de sua capacidade. Agora, no entanto, a impressão é de que a principal entrada de casos de urgência e emergência dá seus últimos suspiros.

A diferença na ocupação do hospital não é sentida apenas por aqueles que trabalhadores que já estavam lá no período pré-crise. Profissionais da área de enfermagem, contratados pela AHB há poucos meses, relatam que sentem a brusca diferença e que já está até “sobrando funcionários” em alguns setores.

Não é para menos. Anteontem o lado par do terceiro andar do hospital foi desativado. Segundo funcionários, os pacientes de cardiologia que estavam internados nos leitos deste setor foram transferidos para o segundo andar.

“Na verdade, os dois setores  viraram um só”, contou uma delas.

Os trabalhadores dizem ainda que outra ala do HB já havia sido desativada há quinze dias. Uma terceira está parada há anos. Apesar disso, a informação é de que insumos, materiais e medicamentos não têm faltado para o atendimento aos poucos pacientes internados.


Eletivas

Segundo funcionários, médicos já não realizam cirurgias eletivas há duas semanas e, como adiantou o Jornal da Cidade, ameaçam deixar o trabalho no próximo mês. O promotor Luís Álvares Gabos confirma que procedimentos eletivos estão sendo desmarcados.

“Não tem como deixarmos um paciente, com cirurgia marcada para o dia 29 de dezembro, aguardando por ela, sendo que ela não deve acontecer. A situação é caótica”, declarou.