Cairo - O Conselho Supremo Judicial do Egito, a mais alta corte do país, condenou ontem a série de decretos que dão “superpoderes” ao presidente Mohamed Mursi.
O órgão afirmou que as medidas são um “ataque sem precedentes” à independência judiciária do Egito. O anúncio foi feito depois de uma reunião de emergência.
Sob o argumento de proteger a revolução de 2011, que derrubou o ditador Hosni Mubarak, o decreto impede qualquer ação do Judiciário contra Mursi. Nenhuma decisão que tomou desde junho, quando assumiu a Presidência, pode ser contestada judicialmente.
Os partidários de Mursi consideram que a iniciativa permitirá estabilizar a transição democrática do país. A maioria dos juízes da cúpula do Judiciário foi nomeada por Mubarak.