10 de julho de 2026
Internacional

Milhares protestam após incêndio que matou 111 em Bangladesh


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Milhares de trabalhadores da indústria têxtil protestaram, nesta segunda-feira (26), contra as más condições de trabalho nas fábricas. A manifestação acontece dois dias após um incêndio que deixou 111 mortos em uma fábrica no subúrbio da capital Dacca.

Enquanto acontecia o ato, outro incêndio foi registrado outra fábrica da cidade. Não há registro de mortos. Os bombeiros já controlaram as chamas.

 

Trabalhadores da fábrica Tazreen e moradores da região fecharam estradas e impediram o funcionamento de outras indústrias da região, em manifestação pedindo punição aos responsáveis pelo incêndio de sábado.

 

Segundo a polícia, as saídas estreitas dificultaram a saída dos cerca de mil trabalhadores do prédio de nove andares. Além dos 111 mortos, outras 150 pessoas ficaram feridas. Alguns dos operários chegaram a pular do oitavo andar para tentar fugir das chamas.

 

Más condições

 

O incêndio expôs as más condições de trabalho a que são submetidos os operários no país, com mais de 500 mortes nos últimos seis anos por acidentes. Desde o início do ano, cerca de 300 fábricas ficaram fechadas por protestos de funcionários pedindo aumento de salário e melhora das condições.

 

O país tem aproximadamente 4.500 fábricas e é o segundo maior exportador de roupas, atrás da China, e fornece têxteis para todo o mundo, em especial Estados Unidos e Europa.

 

A fábrica atingida pelo incêndio de sábado (24) pertencia ao chamado Tuba Group, de Hong Kong, responsável pelas exportações a clientes como o Carrefour, o Wal-Mart e a europeia IKEA.

 

Em comunicado, a filial do Wal-Mart da Índia disse que investiga se a fábrica têm alguma relação com os atuais fornecedores da rede de supermercados.