10 de julho de 2026
Nacional

Brasil é o 7º país menos competitivo dentre 43 principais, aponta Fiesp

Folhapress
| Tempo de leitura: 2 min

São Paulo - O Brasil teve um fraco desempenho em um estudo da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) que mede o índice de competitividade de 43 países - que representam 90% do PIB mundial -, ficando em 37.º lugar no ranking de 2011.

Os dados foram divulgados ontem pela Fiesp, que levou em consideração, para construir o ranking, oito aspectos principais: economia doméstica, abertura, governo, capital, infraestrutura, tecnologia, produtividade e capital humano.

Dentre os motivos apontados para a baixa competitividade do Brasil, a Fiesp apontou o elevado custo do capital de giro das empresas, uma vez que o spread bancário ainda é elevado, assim como os juros (o período pesquisado é 2011).

Segundo dados da Fiesp, o spread bancário brasileiro - diferença entre o custo do dinheiro ao banco e o quanto se cobra dos clientes - chega a ser 12 vezes superior à média de Chile, Itália, Japão e Malásia.

Além da dificuldade em obter crédito, dados os elevados juros, também a pesada carga tributária é considerada como um desestímulo ao investimento, reduzindo a competitividade do país.

De acordo com a pontuação obtida pelos países, a federação os dividiu em quatro grupos principais.

No topo, estão os países com competitividade elevada (como Estado Unidos, Hong Kong, Coreia do Sul e Irlanda). Em seguida, estão os países com competitividade satisfatória (como Suécia, Alemanha e Finlândia).

No terceiro grupo, estão os países de competitividade média (como Espanha, Rússia e Itália). Por último, figuram países com competitividade baixa, que é o caso, além do Brasil, de México e Tailândia, por exemplo.

Na comparação entre 2000 e 2011, Coreia do Sul, China e Irlanda foram os países que mais ganharam competitividade, subindo nove, oito e sete posições, respectivamente.

Dentre os fatores que beneficiaram estes países estão o investimento em pesquisa e desenvolvimento (P&D), gasto em educação, número de patentes e produtividade em setores de alta tecnologia.

Por outro lado Suécia, Finlândia e Japão tiveram as piores quedas no período, com queda de nove, oito e sete posições no ranking, respectivamente.