08 de julho de 2026
Nacional

Servidor público homossexual consegue licença-maternidade

Folhapress
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Um servidor público de Campo Grande, que mantém uma união homossexual, conseguiu o direito à licença-maternidade integral na Justiça do Mato Grosso do Sul.

O funcionário, que não teve o nome divulgado, tem a guarda judicial conjunta de uma criança de menos de um ano. Por causa da tutela, ele conseguiu obter 120 dias de licença, prorrogável por mais 60 dias.

O pedido foi concedido ontem pelo Tribunal Regional Federal da 3.ª Região.

O relator do processo afirmou, em sua decisão, que "é razoável a alegação de que importaria (...) impedir a criança do necessário convívio e cuidado nos primeiros meses de vida, sob o fundamento de falta de previsão constitucional ou legal para a concessão de licença no caso de adoção ou de guarda concedidas a casal homoafetivo".

De acordo com a advogada responsável pelo caso Tânia Regina Cunha, o companheiro do servidor - que trabalhada no Tribunal Regional Eleitoral do Estado (TRE-MS) - não terá direito à licença porque trabalha como autônomo e não é filiado à Previdência Social.