Genebra - Exatos 65 anos após a votação nas Nações Unidas que determinou a partilha da Palestina e levou à fundação de Israel, os palestinos vão hoje à organização em busca de reconhecimento que também conduza à independência.
Os palestinos pedirão à Assembleia-Geral da ONU que eleve o status de sua representação atual, de entidade observadora para Estado observador não membro.
Mais países europeus se uniram à França ontem para apoiar a candidatura palestina a uma condição de Estado limitado, mas a Grã-Bretanha preferiu aguardar, dizendo que queria uma garantia de que os palestinos não processarão Israel no Tribunal Penal Internacional (TPI).
A Alemanha anunciou que não apoiará a mudança no status diplomático para os palestinos na Organização das Nações Unidas (ONU), unindo-se a Israel e aos EUA, que dizem que o único caminho genuíno para a obtenção de um Estado é por meio de um acordo de paz a partir de conversas diretas com o Estado judaico.
Fortemente contrário à iniciativa palestina, mas ciente de que ela deve ser aprovada com grande maioria, o governo de Israel tenta “reduzir os danos”, disse o porta-voz do Ministério do Exterior, Yigal Palmor, que Israel articula com os EUA a adição de elementos no texto a ser votado na ONU para evitar problemas futuros.
Entre eles, o compromisso dos palestinos de que não recorrerão ao TPI.
Além disso, o governo israelense quer que a resolução deixe claro que o conflito só poderá ser resolvido por meio de negociações.
O novo status não significa o reconhecimento do Estado palestino.