São Paulo - O gás vai ficar mais caro para 1,2 milhão de consumidores em 71 cidades do Estado de São Paulo pela terceira vez em um ano.
A Agência Regulagora de Saneamento e Energia do Estado de São Paulo (Arsesp) vai publicar portaria com o novo reajuste do preço do gás para clientes da Comgás no “Diário Oficial” do Estado de amanhã.
A informação é diretora-presidente de Arsesp, Sílvia Calou, que não antecipou o valor do reajuste, mas disse que o aumento é uma exigência do contrato.
Será o terceiro reajuste no preço do gás nos últimos 12 meses, e a estimativa é que o consumidor terá de pagar mais de R$ 300 milhões com o novo reajuste ao longo dos próximos dois anos.
Segundo Calou, o reajuste vai acabar com a diferença entre o preço que a Comgás paga à Petrobras pelo gás e o que ela recebe das tarifas cobradas dos consumidores. Essa defasagem tem o nome de “conta gráfica”, segundo o contrato de concessão da companhia.
A defasagem existe desde o último reajuste, feito em maio. A diretora diz que a diferença não foi zerada porque o governo paulista negociava com a Petrobras para reduzir o preço do gás e reequilibrar o contrato, mas não obteve sucesso.
O diretor-presidente da Comgás, Luis Domenech, disse que o reajuste recompõe os custos da companhia, que não estavam sendo pagos pela atual tarifa. Ele diz que a recomposição da defasagem não será imediata e deve ocorrer ao longo dos próximos dois anos.