11 de julho de 2026
Geral

Após assalto, missa celebra a união de vizinhos no Estoril 3

Da Redação
| Tempo de leitura: 3 min

Muitas vezes, após um triste episódio, uma união se estabelece. E à medida que o tempo passa, se houver fortes objetivos em comum, também se fortalece.

Como no caso dos vizinhos da rua Evandro Ruivo, do Estoril 3 - que se tornou assunto após assalto ocorrido em 4 de setembro que terminou com a advogada Idalina Aparecida Lorusso Barbosa, 46 anos, baleada.

A história contou com diversos fatos, todos noticiados pelo JC - como a detenção do marido da advogada por posse ilegal de arma (horas depois ele foi solto), o pedido de perdão do pai de um dos acusados, a limpeza e manutenção do terreno ao lado - que na verdade é a praça Jornalista Álvaro Monteiro de Carvalho – e a a

implantação do programa “Vizinhança Solidária”.

E justamente para aclamar os primeiros passos bem sucedidos do projeto “Vizinhança Solidária”, o vendedor Carlos Alberto Zilio, 57 anos, morador do bairro há três anos, teve a ideia de organizar uma celebração religiosa. “A correria do dia acaba nos afastando. Antes do ocorrido, apenas um ‘olá’ era trocado, quando trocado”.

A missa será celebrada hoje, às 20h, pelo padre Aguinaldo, da Igreja Santa Rita, na casa de um morador que cedeu o espaço.

“Pelo amplo local e cadeiras disponíveis, ele se prontificou a receber os vizinhos para a celebração”.

O convite foi feito por e-mail e reiterado por telefone. “Não sei se todos vão, mas acredito quer a grande maioria estará presente”.

 

Nada de comodismo

Periodicamente, alguns moradores da rua Evandro Ruivo se reúnem para discutir mecanismos de cobrança do poder público. Aos não presentes, as informações são encaminhadas por e-mail e todos ficam sabendo.

Um mailing com endereço eletrônico de componentes das 20 famílias moradoras da rua foi criado para manter esta aproximação.

“O comodismo em que estávamos é passado. Hoje estamos unidos em busca do que consideramos ser necessidade para o bairro”.

 

Laudo de balística

De acordo com o diretor da Polícia Científica de Bauru, José Marcelo Dalmazo, ainda não há resultado do exame de balística, feito no Instituto de Criminalística de São Paulo.

“O malote vem a cada quinze dias e no último recebido, não havia nada referente ao caso”.

 

 

Relembre o caso

 

A advogada Idalina Aparecida Lorusso Barbosa, 46 anos, foi atingida por um único disparo quando chegava em casa, no Jardim Estoril 3, na noite do dia 4 de setembro. Ela foi ferida na região das costelas e ficou internada alguns dias no Hospital Beneficência Portuguesa. 

 

O projétil foi retirado no dia 11 por meio de cirurgia e entregue à Polícia Civil.

 

A mulher, que também é funcionária da Universidade Estadual Paulista (Unesp) e ex-policial militar, foi surpreendida por três assaltantes na garagem de sua residência quando abriu o portão eletrônico. Pouco tempo antes, eles já haviam rendido o marido dela, de 49 anos, a filha de 15 anos e o filho de 18 anos, quando eles chegavam em casa.

 

 

 

Dois presos

 

Ainda por motivos a serem esclarecidos, um dos três assaltantes atirou contra o Corolla da advogada, que conseguiu dirigir por duas quadras e pedir socorro a um vizinho. 

 

Após o disparo, os assaltantes – que estavam com os rostos cobertos por camisetas - fugiram a pé levando joias, dois celulares e duas armas da família. Quando saíram, o marido de Idalina tentou reagir e disparou pelo menos quatro vezes com uma arma calibre 32 em direção aos criminosos, que não foram feridos. 

 

Por conta de ter usado uma arma que estava registrada em nome de seu pai, ele foi preso em flagrante por posse irregular de arma de fogo, pagou fiança e foi liberado na manhã seguinte. Dois acusados estão presos. Um está solto. Todos são jovens.