10 de julho de 2026
Geral

Incêndio destrói uma residência no Nobuji Nagasawa

Por Colaboração | Tamara Urias
| Tempo de leitura: 3 min

Na noite de anteontem, um incêndio em uma casa no Núcleo Habitacional Nobuji Nagasawa movimentou a vizinhança. Segundo a moradora Karen Silva Coutinho, 26 anos, mãe de quatro crianças (Gustavo, 9 anos, Diego, 7 anos, Giovana, 4 anos e Lívia, 3 anos), na manhã da quarta-feira, enquanto ela estava fora, foi cortado o fornecimento de energia elétrica no imóvel.

Ao chegar em casa, por volta das 12h50, percebeu o problema. Depois que as crianças foram para a escola, pegou um maço de velas, colocou dentro da bolsa e saiu para resolver outros assuntos. Por volta das 21h, deitou com as crianças em seu quarto. “Como estávamos sem luz e eles com medo, ficamos todos juntos”.

Pouco antes das 22h30, Karen acordou com calor e decidiu ir à vizinha pedir um copo de água gelada. Ficou conversando durante algum tempo, até que a amiga Mislene a alertou sobre a fumaç avinda de sua casa. “Eu pensei: Meu Deus, a vela”.

No desespero, Karen correu em busca dos filhos, quando se deparou com as chamas e muita fumaça. “Eu entrei no meio daquela fumaça preta, bati a mão na cama para ver se eu sentia algum deles e coloquei todos para fora”. Em questão de minutos, as chamas percorreram o imóvel, destruindo tudo.

Observando a rapidez do fogo, vizinhos das laterais e do fundo puxaram mangueiras para tentar apagar, outros chegavam correndo com baldes cheios de água. “O bombeiro demorou mais de 40 minutos para chegar e quando chegaram não havia mais nada para apagar, só tinha fumaça”.  

Ontem a moradora esteve na Secretaria do Bem-Estar Social, onde recebeu cesta básica e encaminhamento para solicitar a segunda via dos documentos dela, dos filhos e do marido. “Tudo estava em cima da mesa, porque exatamente hoje (ontem) eu ia fazer o cadastro do Bolsa Família”.

Ao observar o local, Karen respira fundo e, com nostalgia, se recorda de quando chegou de São Paulo. “Aqui construí uma história. Vivi dias felizes, aumentei minha família e hoje a casa não dá para ser reaproveitada, tem de ir para o chão”.

Karen e as crianças estão abrigadas na casa da cunhada Nalva, moradora do mesmo bairro, e tem recebido ajuda de amigos de familiares. O marido Johnny Jaime Alves, que é caminhoneiro, há dez dias está trabalhando fora.

A equipe de reportagem do JC entrou em contato com o Corpo de Bombeiros, mas até o fechamento desta edição, não recebeu retorno.

Para quem quiser contribuir com mantimentos, móveis ou roupas, o contato é (14) 3243-8372 ou 8150-6713.

 

Ajuda

O proprietário do bar em frente à casa, José Antonio Salvati, 45 anos, lembra que na noite de quarta-feira, o estabelecimento estava lotado de pessoas e ao perceberem o fogo, a movimentação foi intensa. “Chegavam pessoas de todos os lados, aquelas para ajudar, com baldes, mangueiras e os curiosos”.

Segundo o coordenador da Defesa Civil de Bauru, Álvaro de Brito, a equipe esteve no local para prestar atendimento.  Colchões e cobertores foram doados e a família foi orientada a levar uma lista com solicitações até o Sebes.

Segundo a Sebes, a moradora não quis o aluguel social, oferecido para pessoas com problemas de moradia, já que neste momento está acomodada na casa da cunhada. 

No primeiro atendimento foram fornecidos gêneros alimentícios e encaminhamento para tirar a documentação perdida durante o incêndio. O próximo passo será visitar a casa junto com a Defesa Civil, para procedimentos futuros.