10 de julho de 2026
Polícia

Sepultado com tornozeleira foi morto por vingança

Vitor Oshiro
| Tempo de leitura: 2 min

Matou para vingar o pai. De acordo com a Polícia Civil, por meio da Delegacia de Investigações Gerais (DIG), foi isso que motivou Lúcio Roberto da Silva Júnior, 22 anos, a matar o mototaxista Luiz Carlos Eloy, 41 anos.

O caso chamou a atenção, uma vez que a vítima era um reeducando e, conforme o JC revelou com exclusividade, foi sepultada com a tornozeleira por conta de um erro da Secretaria da Administração Penitenciária (SAP).

Foto Neide Carlos

O coldre e o projétil deflagrados foram encontrados com o acusado

Luiz Eloy cumpria pena há três anos no Centro de Progressão Penitenciária 1 (CPP1) por tráfico de drogas e associação. Ele já estava no regime semiaberto e foi beneficiado com a “saidinha” do Dia das Crianças.

Na noite do dia 20 de outubro, o reeducando foi baleado na quadra 25 da avenida Comendador José da Silva Martha, na Vila Santista. Antes de ser alvejado, Eloy ainda foi derrubado de sua motocicleta. A vítima passou seis dias internada no Hospital de Base (HB), onde morreu.

De acordo com o titular da DIG, Kleber Granja, quando foi socorrido, Eloy teria dito aos policiais militares que o autor do homicídio seria o “Juninho, filho do Lúcio”. O tal Lúcio seria Lúcio Roberto da Silva, um homem que foi morto em 2008.

“Nas investigações, já tínhamos indícios de que o Luiz Carlos Eloy estava envolvido no homicídio do Lúcio. Quando ele, em seu leito de morte, diz que foi baleado por Juninho, as peças se encaixaram”, destaca o delegado.

O Juninho é Lúcio Roberto da Silva Júnior, que ficou um período desaparecido após a morte do Luiz Eloy. Algum tempo depois, por intermédio do advogado, apresentou-se na DIG. “Ele negou veemente o crime. Porém, aceitou se submeter a um exame residuográfico”.

E Juninho foi incriminado exatamente por esse exame, que, entre outras substâncias, detecta a presença de micropartículas de chumbo. “O resultado desse teste foi positivo”, declara Kleber Granja.

Apesar de as investigações da Polícia Civil indicarem que Lúcio Roberto da Silva Júnior é o autor, ele nega o crime. O jovem já tem passagens por tráfico e foi conduzido, sob prisão temporária de 30 dias, para a Cadeia Pública de Avaí, nesta sexta-feira (30).