11 de julho de 2026
Nacional

Economia do País cresce 0,6% no 3º trimestre, abaixo das expectativas


| Tempo de leitura: 2 min

Rio - A recuperação econômica esperada por governo, investidores e analistas não veio, e as projeções para o futuro próximo se tornaram rapidamente mais pessimistas.

Divulgada ontem pelo IBGE, a expansão muito abaixo do esperado da produção nacional no terceiro trimestre aponta que a primeira metade do mandato da presidente Dilma Rousseff será uma espécie de “biênio perdido”.

A taxa média de crescimento no período deverá ficar abaixo de 2% anuais, comparável às de décadas batizadas de perdidas como as de 80 e 90 - um pouco acima da primeira e abaixo da segunda.

Mas a piora dos humores não se limita aos eventos passados. Assim que souberam da expansão de apenas 0,6% de julho a setembro, analistas e investidores começaram a rever para baixo suas expectativas para o próximo ano.

Mesmo com a aguda redução dos juros, gastos públicos recordes e desonerações tributárias em série, são poucos os que ainda apostam em crescimento vigoroso.

Em vez dos 4% que eram consensuais entre governo e setor privado até o início do mês, a média das projeções para 2013 caminha para algo entre 3% e 3,5%.

Se não chegaram a abalar os bons números do emprego no mercado de trabalho, as sucessivas decepções trimestrais com o Produto Interno Bruto semearam a descrença com o potencial da economia do País.

A crise financeira e econômica no mundo desenvolvido abalou a indústria, os investimentos e as exportações, que demoram a reagir aos pacotes oficiais de incentivo.

A multiplicação do crédito e a escalada do consumo familiar, motores da economia nacional nos anos Lula, estão limitadas pela alta da inadimplência e pelo esgotamento da etapa mais vistosa de ascensão social.

Não por acaso, o Brasil deve encerrar o ano com a pior taxa de crescimento entre as principais economias fora da Europa - inferior às de seus vizinhos latino-americanos e dos demais gigantes emergentes China, Índia e Rússia.

Boa parte dos mercados emergentes teve no terceiro trimestre crescimento superior ao PIB brasileiro.