11 de julho de 2026
Internacional

Milhares vão às ruas protestar contra rascunho de Constituição no Egito no Egito

Reuters
| Tempo de leitura: 1 min

Cairo - Num ambiente de crescente tensão entre oposição e governo, milhares protestaram ontem no Cairo contra o presidente egípcio, Mohamed Mursi, e os superpoderes que ele assumiu por decreto na semana passada.

A revolta aumentou depois que a Assembleia Constituinte, dominada por islamitas, aprovou o esboço da nova Constituição, numa votação em ritmo acelerado.

Mursi, ligado à Irmandade Muçulmana, disse que pretende submeter a carta a referendo em breve.

Ele afirmou que o decreto que torna suas decisões imunes a contestações judiciais e gerou violentos confrontos na última semana representa um “estágio excepcional”.

“Ele terminará assim que as pessoas votem sobre a Constituição”, disse o presidente à TV estatal. “Não há lugar para a ditadura”.

Entretanto, quase dois anos depois da revolução que derrubou o ditador Hosni Mubarak e levou a Irmandade ao poder, os mesmos gritos agora na praça Tahrir eram voltados contra Mursi.

“O povo quer a queda do regime”, pediu em coro a multidão. “Fora o ditador.” O presidente chegou a ser hostilizado ontem, quando rezava numa mesquita do Cairo.

O decreto baixado por Mursi e a aprovação às pressas da Carta produziram um raro momento de união da oposição egípcia. Cristãos, liberais, esquerdistas e aqueles que simplesmente se opõem aos islamitas se juntaram no Cairo e em outras cidades.


Dissidência

Um influente assessor do presidente Mohamed Mursi, que deixou o cargo em protesto contra um decreto que ampliou os poderes presidenciais, aderiu ao principal movimento oposicionista do país, disse um dirigente da oposição ontem.