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João Rosan |
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Os pacientes precisam passar por exames periódicos |
Ao longo de 20 anos, recém-completos no último domingo, a Sapab cresceu. Porém, o tempo não passou somente para a instituição. O mesmo ocorreu com aqueles atendidos que eram crianças no início e, hoje, tornaram-se adolescentes. Esta “geração Sapab” consegue agora sua emancipação.
A jovem Juliana é um desses casos. Ela está desde os 9 anos - quando sua mãe morreu - abrigada na Sapab. Hoje, com 17, a jovem que foi contaminada por meio de sua genitora já conseguiu comprar um terreno. Vai construir e alugar para fazer renda. A aquisição, contudo, só foi possível após a Sapab ganhar um benefício continuado para essas crianças.
“O Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) passou a dar um benefício, o qual poderia ser usado 70% para custear essas crianças. Resolvemos fazer diferente. Guardamos esse dinheiro em uma poupança para que elas possam ter um ‘começo’ ao atingir a maioridade”, conta a coordenadora Márcia Pereira da Silva.
Em frente
Além de Juliana, outros jovens já estão conseguindo suas próprias conquistas. Um deles já construiu um imóvel para seguir sua vida.
Essas iniciativas de emancipação começaram em 2006, após profissionalização da Sapab. Um dos primeiros projetos foi o “Novos Horizontes”. O objetivo era exatamente que os atendidos na Sapab conseguissem se desprender do local e “caminhar com suas próprias pernas”.
Na ocasião, os voluntários apadrinhavam as crianças. “Elas passavam um tempo com essas famílias para ter uma referência”.
Em paralelo, os antigos laços familiares foram retomados em determinadas ocasiões. Foi o que ocorreu com Juliana. Após oito anos morando na Sapab, ela foi viver com os tios maternos. “Mas decidi comprar o terreno e investir. Vou alugar”, conta a jovem, que ainda não decidiu o que vai ser “quando crescer”. Hoje, entretanto, já é uma vencedora. (VO)
Serviço
Sapab: www.sapab.org.br. (14) 3226-2002.