07 de julho de 2026
Saúde

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? Refrigerante afeta próstata

Refrigerantes já saíram do cardápio de inúmeras mulheres preocupadas com o peso e até o aumento da celulite. Agora, o consumo da bebida também deve cair entre os homens: um estudo descobriu que beber refrigerante pode favorecer o surgimento de tipos agressivos de câncer de próstata. A pesquisa será publicada na próxima edição do American Journal of Clinical Nutrition, mas já foi divulgada online na última segunda-feira, dia 26.

?Hábitos estudados

Especialistas da Lund University, na Suécia, acompanharam 8 mil homens com idades entre 45 e 73 anos por um período de 15 anos. Todos foram submetidos a uma bateria de exames regularmente e tiveram seus hábitos alimentares avaliados. Os resultados mostraram um aumento de 40% no risco de desenvolver formas graves de câncer de próstata entre homens que bebiam 330 mililitros de refrigerante diariamente, o que equivale a quase uma latinha por dia.

?O segundo mais comum

Outra conclusão foi de que consumir uma dieta rica em carboidratos, como arroz e massas, aumentava o risco de desenvolver tipos menos agressivos de câncer de próstata em 31%. Por fim, açúcar e cereais matinais foram associados a uma probabilidade 38% maior de desenvolver tipos menos agressivos desse câncer. O câncer de próstata é o segundo mais comum entre o público masculino, ficando atrás apenas do câncer de pulmão.


?Quimioterapia em casa

A Comissão de Defesa do Consumidor da Câmara dos Deputados aprovou na quarta-feira passada o projeto de lei (PLS 3998/2012) para que os pacientes em tratamento contra o câncer possam ter acesso a medicamentos para quimioterapia por via oral, em casa, pago pelos planos de saúde. A matéria é de autoria da senadora Ana Amélia (PP-RS).

?Mudança

O relator do projeto na Comissão foi o deputado Reguffe (PDT-DF). A única modificação apresentada pelo deputado foi no sentido de aumentar o escopo do projeto, alterando a definição de "tratamento quimioterápico oral" para "tratamento antineoplásico oral". A matéria, que já foi aprovada por unanimidade no Senado Federal, segue agora para avaliação das comissões de Seguridade Social e Família, Constituição e Justiça e Cidadania.

?Mais qualidade de vida

Na avaliação da senadora Ana Amélia, o tratamento em casa, via oral, é a forma mais adequada do ponto de vista médico para o atendimento às pessoas em tratamento contra o câncer. Com o atendimento em casa, argumenta, haverá uma melhoria na qualidade de vida dos pacientes que sofrem com câncer e precisam deixar seus lares para receber um tratamento doloroso. Além disso, a progressista gaúcha salienta que a quimioterapia convencional é agressiva, invasiva, exige internação, deixa a pessoa suscetível à contaminação e mais, ocupa vagas nos hospitais que poderiam ser usadas para atendimentos de emergência.