08 de julho de 2026
Internacional

Arma química na Síria preocupa EUA

Folhapress
| Tempo de leitura: 2 min

Washington - Barack Obama advertiu ontem o presidente sírio, Bashar Assad, que o uso de armas químicas seria inaceitável e “teria consequências”.

“O mundo está vendo”, disse o presidente dos EUA, durante encontro com um grupo de especialistas em proliferação nuclear.

“O uso de armas químicas é e seria totalmente inaceitável e, se você cometer o trágico erro de usar essas armas, haverá consequências e você será responsabilizado”, afirmou Obama.

O comentário foi feito no mesmo dia em que funcionários de serviços de inteligência dos EUA afirmaram ter havido possíveis movimentações do arsenal químico sírio recentemente, razão pela qual tanto a Casa Branca quanto o Departamento de Estado dos EUA manifestaram preocupação.

Obama ainda disse no encontro que o perigo nuclear “segue sendo uma das maiores ameaças” e que a não proliferação continuará sendo uma de suas prioridades na Presidência.

 

Hillary

Mais cedo, a secretária de Estado americana, Hillary Clinton advertiu a Síria sobre o possível uso de armas químicas nos confrontos contra opositores e que Washington avalia uma possível retaliação caso o armamento seja aplicado, mas não deu detalhes sobre as ações.

 

Síria nega

Horas depois, o regime sírio descartou o uso das armas. “Nós repetimos exaustivamente que não vamos usar esse tipo de armas, se elas estiverem disponíveis, contra nosso povo sob nenhuma circunstância”, informou a Chancelaria, em comunicado.

Damasco possui uma quantidade indeterminada de mísseis com armas químicas, o que preocupa as potências ocidentais e vizinhos como Turquia e Israel. Com o aumento da presença de militantes da Al-Qaeda entre os rebeldes, cresceu o temor pelo uso indevido do armamento.

 

Porta-voz desertou

O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da Síria Jihad Makdissi deixou o regime de Bashar Assad e o país ontem. A liderança rebelde afirma tratar-se de deserção.

Makdissi tem cerca de 40 anos, pertence à minoria cristã da Síria, que é pró-Assad, e defendeu a repressão aos rebeldes. Ex-diplomata, é fluente em inglês e trabalhou, até o ano passado, na Embaixada da Síria em Londres.