08 de julho de 2026
Tribuna do Leitor

Para Alberto Consolaro


| Tempo de leitura: 1 min

Caro Alberto Consolaro. Em resposta à matéria publicada no dia 03/12, à página 14, a equipe escolar de uma escola estadual de Bauru questiona primeiramente ao autor dessa matéria sobre quando o mesmo entrou em uma sala de aula de uma escola pública de ensino fundamental ou médio regular com 40 alunos ou mais, dentre eles casos de inclusão, analfabetismo, liberdade assistida ou qualquer outro caso que venha a influenciar o rendimento escolar?

Mesmo sem novas tecnologias e, acredite, em muitos casos, há escolas sem conexão à internet e mesmo assim nossas aulas têm atividades inquietadoras, desafiantes, ativas, de busca, raciocínio e análise sem utilizar recursos tecnológicos. Além disso, existe uma lei estadual que proíbe o uso de aparelhos celulares dentro do ambiente escolar. É uma pena que alguns ?jovens? tem o hábito de dar opinião, principalmente sobre a educação, sem nunca sequer terem entrado em uma sala de aula no ensino público regular e sem nunca terem conversado com quem trabalha em uma.

A teoria sem a prática é uma simples balela, nos aventuramos a compará-las com aquelas ?doces? conversas de ?velhinhos? nos jardins das pequeninas cidadezinhas de interior, cercadas de lindas montanhas, onde não chegam jornais, revistas, sinal de tv, rádio, internet, telefone, que não tenha entrega do Correio, etc, ou seja, completamente unplugged, totalmente desconectado, alienado sobre a realidade diária do professor que convive com um salário de, no máximo, R$ 2.000,00, diferente de quem vive de dar opinião e com condições adversas de trabalho que é melhor não mencionar para não lhe assustar! Um grande abraço dos ?velhos? professores.

Diego Leão, Eliane Nora Bittencourt, Jacqueline Jabur Lot, Edilaine Rosa, João Ribeiro, Luzia Silva, Lurdes Carneiro, Melissa Nogueira, Roberto Miranda, Rafaela Vendramini, Ana Gabriela Dantas