09 de julho de 2026
Nacional

Velório de Niemeyer é aberto ao público no Rio

Folhapress
| Tempo de leitura: 1 min

 

O velório do arquiteto Oscar Niemeyer foi aberto ao público às 8h30 de hoje, no Palácio da Cidade, em Botafogo, na zona sul do Rio, sede oficial do governo municipal do Rio. A prefeitura organizou um corredor com divisórias de metal para direcionar a entrada do público até o salão nobre, onde está o caixão de Niemeyer, cercado por coroas de flores e coberto com a bandeira do Brasil. 

Até as 10h, no entanto, menos de 50 pessoas passaram pelo salão nobre. O governador do Rio, Sérgio Cabral, e o prefeito Eduardo Paes foram as primeiras autoridades a chegar, no início da manhã, antes mesmo da família. 

Carlos Oscar Niemeyer, neto do arquiteto, e dois bisnetos já estão no Palácio da Cidade. A estudante de arquitetura Gisela Arguiar, ex-moradora de Brasília, era a primeira da fila que se formava na porta do local antes da abertura do velório ao público. "Sempre admirei todas as obras dele. Por morar em Brasília, cresci vendo de perto o trabalho de Niemeyer, e por isso vim prestar esta última homenagem."  O arquiteto e urbanista Jaime Lerner esteve na manhã de hoje no velório. 

Ele elogiou a capacidade de conciliar poesia e arquitetura sempre demonstrada por Niemeyer. 

"Eu vi pessoas chorando na inauguração do museu em Curitiba emocionadas com aquela obra. É uma perda para a humanidade, mas que deixa um legado extraordinário." 

Lerner disse ainda que Niemeyer estava driblando sua chegada à eternidade. "Até a eternidade tem sua burocracia, tem que preencher uma papelada toda. Mas agora já existe alguém que pode redesenhar a Via Láctea." 

Antes da chegada de Lerner, o poeta Ferreira Gullar também prestou sua última homenagem ao arquiteto. "Ele introduziu na arquitetura não só a forma curva, como a leveza, os prédios dele parecem flutuar", definiu Gullar.