Na lista do SUS
A Secretaria de Ciência, Tecnologia e Insumos Estratégicos do Ministério da Saúde incluiu na lista de remédios fornecidos pelo Sistema Único de Saúde (SUS) o medicamento Palivizumabe, usado na prevenção do vírus sincicial respiratório (VSR) em bebês prematuros e crianças de até 2 anos com doença pulmonar crônica ou doença cardíaca congênita.
Prazo de 180 dias
A decisão foi publicada no Diário Oficial da União da última segunda-feira e o ministério terá prazo de 180 dias para disponibilizar o remédio no SUS. O vírus sincicial respiratório é um dos principais responsáveis por casos de bronquiolite e pneumonia em crianças de até 2 anos.
Amamentação aumenta o QI
A amamentação é excelente para fortalecer o vínculo entre mãe e filho. Estudo australiano descobriu recentemente que dar o peito à criança melhora o seu quociente de inteligência (QI). O estudo analisou crianças de 10 anos que foram amamentadas até os seis meses de vida. No caso, elas apresentaram um melhor teste de leitura, matemática e grafia do que as que mamaram por menos tempo.
Outros fatores contribuem
Essas crianças alimentadas com leite materno têm uma versão particular do gene chamado FADS2. Esse gene comanda a produção de uma enzima que ajuda a converter o ômega-3 em nutrientes para o desenvolvimento do cérebro e se acumulam durante os primeiros meses de vida do bebê. Os cientistas ressaltam, no entanto, que a amamentação não é a única responsável em melhorar o Q.I. Fatores como família, meio social, genéticos e socioeconômicos são fundamentais para aumentar a inteligência das crianças.
Anti-HIV nacional
O Ministério da Saúde firmou semana passada parceria com o laboratório americano Bristol-Myers Squibb para a transferência da tecnologia de fabricação do antirretroviral sulfato de atazanavir. A transferência deverá ser concluída até 2016. O medicamento é essencial para o coquetel ministrado a portadores do vírus da aids em fase intermediária. Atualmente, 10 dos 20 remédios oferecidos pelo sistema público de saúde são fornecidos por laboratórios nacionais. Com o acordo, a maioria passa a ser produzida no Brasil.
Aulas no Exterior
A produção do atazanavir acontecerá na Farmanguinhos, laboratório da Fundação Oswaldo Cruz, no Rio de Janeiro. Especialistas do instituto irão aos Estados Unidos aprender, no laboratório Bristol, a produzir o medicamento. O Bristol detém a patente até 2017. "A parceria é fundamental para que o Brasil produza mais um medicamento contra a aids com tecnologia nacional", disse o ministro da Saúde, Alexandre Padilha.
Distribuição
O antirretroviral, que já é distribuído aos pacientes do SUS, é utilizado por cerca de 45 mil pessoas, 20% do total de portadores de HIV atendidos. Atualmente, o governo gasta em média R$ 86,4 milhões por ano com a compra do medicamento. Cada comprimido de 300mg de Atazanavir custa R$ 5,58. O medicamento é utilizado diariamente pelo portador do vírus.