09 de julho de 2026
Tribuna do Leitor

Intolerância gay


| Tempo de leitura: 3 min

Impossível não discordar dos termos (estes sim) insultuosos do jornalista Marcos Augusto de Freitas, assessor de imprensa da Associação Bauru pela Diversidade, que nomeou negativamente em carta aqui publicada de ?Hezbollah? ao grupo de legítimos deputados eleitos por seus votantes e batizada por alguns de "a bancada evangélica no Congresso Nacional", como se os evangélicos e todos os demais cidadãos, cristãos ou não, incluindo os homossexuais, os que sejam a favor disto ou contra aquilo, ou seja lá de qualquer segmento social que seja ou for, não tivessem o direito de, justamente ali, estando eleitos na Casa do Povo, serem representantes das convicções de seus próprios eleitores (aliás deputados são eleitos para isto!) e como tal organizados pontualmente entre si em sintonia para bem refletir a estas mesmas convicções dos que neles votaram e a isto chamamos de liberdade democrática.

De nada adianta a argumentação pífia do autor em desespero de ideias xingar o agrupamento destes deputados cristãos de denominação evangélica para tentar denegri-los quando mal os compara em baixa analogia a uma organização terrorista que lá no Oriente Médio, além de declaradamente anti-semita, impõe ao povo libanês uma feroz ditadura religiosa onde mais nenhuma outra forma de adorar a Deus é respeitada e permitida a não ser dentro do islamismo radical e que, por tabela, no caso do senhor Marcus Augusto ou qualquer outro gay, sua pública opção sexual seria ali infelizmente brindada com uma bala na nuca justamente por ser ele homossexual (esta é a pena pelo homossexualismo sob o tacão do Hezbollah no Líbano). Coisa inimaginável e para lá de inaceitável em nosso País, a começar destes mesmos deputados (todos defensores da vida humana), que o autor da carta insulta, pois é a natureza do cristão ser contra que um homem tire uma vida que só a Deus pertence!

Sou católico e conservador e não me oponho em absoluto aos direitos individuais e coletivos de quem quer que seja, desde que não queiram assumir em sociedade civil regida por lei papéis que não sãos os seus (e até mesmo impossíveis pela natureza de assim o ser), sendo apenas neste neste ponto que me oponho ao ?casamento gay?, pois, a rigor, o casamento é para heterossexuais normalmente com o fito de procriação, coisa que Deus não quis permitir a pessoas do mesmo sexo que se relacionem fisicamente entre si. E aí também não adianta insultar alternativamente a sábia natureza caso não tenham uma fé seja ela qual for .

Mas me mostrem um homossexual grávido naturalmente de outro homem, ou mulher naturalmente engravidada de mulher, que mudarei de opinião. Até lá, continuarei chamando a convivência de pessoas do mesmo sexo de "união civil entre pessoas do mesmo sexo", porém jamais de casamento.

A Idade Média, neste caso sr. Marcus Augusto, o dito "atraso", não está na opinião expressa pelos deputados aludidos em sua carta e que é sim inversa à sua. Opinião esta que se deu na casa dos debates que é o Legislativo Federal (não obstante as inúmeras vezes em que militância gay presente de forma antidemocrática ter tumultuado a sessão toda vez que uma opinião contrária a de vocês era exposta). Lugar este, por sinal, o mesmo local onde os grupos militantes gays conseguiram inúmeras vitórias quanto ao seu inalienável direito patrimonial e afetivo. Mas tal atraso reside de fato em sua posição intolerante e radical, que não admite no contrário do outro a própria diversidade que o senhor advoga para si e que ladinamente em sua carta parece transparecer de modo sub-reptício uma ânsia em também querer negar aos heterossexuais, para impor o senhor e seu grupo, a todos nós, héteros em sociedade, aquilo que é o seu estilo de vida, modo de pensar e opção sexual!


Paulo Boccato