09 de julho de 2026
Regional

Câmara aprova aumento a políticos

Lilian Grasiela
| Tempo de leitura: 3 min

Jaú – Na última sessão do ano, a Câmara de Jaú (47 quilômetros de Bauru) aprovou por 6 votos a 4 os novos subsídios do futuro prefeito, vice e secretários. No caso do chefe do Executivo, o salário será 34,21% maior do que o valor atual. Contudo, o reajuste maior refere-se ao subsídio do vice-prefeito, que ganhará 220% a mais do que o atual ocupante do cargo. Já os vereadores que assumirão no próximo ano receberão o mesmo salário pago aos atuais parlamentares (leia mais abaixo).

A votação dos novos subsídios foi tumultuada. Na semana passada, um ‘acordo’ informal entre os integrantes da Mesa Diretora da Casa definiu que o subsídio do novo prefeito passaria dos atuais R$ 14,157,06 para R$ 17 mil. Já o salário do vice, que hoje é de R$ 3.576,50, seria de R$ 7,5 mil.

Às vésperas da votação, porém, os vereadores Ademar Pereira da Silva (PSD), Atílio Durval Gasparotto (DEM), Carlos Ramos (PPL), Paulo de Tarso Nuñes Chiode (PV) e Ronaldo Formigão (DEM) quebraram o ‘acordo’ sem consultar os demais colegas e alteraram o valor dos vencimentos.

Com a mudança, o salário do novo chefe do Executivo será de R$ 19 mil, reajuste de 34,21%. Já o vice-prefeito passará a ganhar R$ 11,5 mil, um aumento de 220%. Os secretários municipais não tiveram a mesma ‘sorte’. O subsídio pago a eles, que hoje é de R$ 6.030,00, passará a ser de R$ 6,1 mil, reajuste de apenas 1,17%. Além dos cinco parlamentares, os novos salários contaram com voto favorável de Fernando Frederico de Almeida Júnior (PMDB), que integra base de apoio ao prefeito eleito, Rafael Agostini (PT). Os votos contrários foram dos tucanos Paulo Gambarini e Tito Coló Neto e dos petebistas José Carlos Zanatto e José Segura Ruiz.

Na mesma sessão, o Legislativo aprovou o valor do subsídio dos parlamentares que assumem no próximo ano. Como o projeto que fixava os novos salários não foi votado antes das eleições, os futuros parlamentares vão receber o mesmo valor pago neste mandato, que é de R$ 4.315,83 para os vereadores e R$ 5.830,16 para o presidente da Casa.

 

Coerência

O vereador Paulo de Tarso Nuñes Chiode (PV) disse que apenas defendeu o que já vinha defendendo como valor justo de subsídio durante gestão do atual prefeito Osvaldo Franceschi Junior (PV) e que, para o cálculo, levou em conta questões como a arrecadação e número de habitantes de Jaú. “Tem cidade com 20 mil habitantes com salário de R$ 20 mil para o prefeito”, afirma.

“Eu só fui coerente com aquilo que eu acreditava que deveriam ser os valores para prefeito e vice. Eu não apoiaria, nesse momento, aumento de subsídios para os senhores secretários primeiro porque não existe impacto orçamentário e segundo porque ninguém sabe até agora a quantidade de secretarias que ele (novo prefeito) vai querer colocar”.

Questionado sobre o aumento concedido ao vice-prefeito, considerado abusivo por alguns parlamentares, Chiode diz que ele é “proporcional” ao reajuste no subsídio do prefeito. “É tudo uma questão de proporcionalidade”, declara. Na opinião dele, a população precisa cobrar dos novos agentes políticos uma atuação condizente com os novos vencimentos. O JC entrou em contato com o vereador Fernando Frederico de Almeida Junior (PMDB), mas ele não foi encontrado em seu escritório e, apesar dos recados deixados, não retornou as ligações.