A Polícia Civil já tem pistas do dono dos R$ 280 mil considerados ilícitos e apreendidos, há dez dias, numa casa humilde no Pousada da Esperança 1, em Bauru. Na ocasião, Caio Renan da Silva Santos, 18 anos, foi preso em flagrante por estar com o montante associado pela polícia ao tráfico de drogas, crime considerado carro-chefe. No entanto, ainda pode estar ligado a outros delitos, como roubos em ‘saidinha’ de bancos, de malote ou furto de caixas eletrônicos.
Como anteontem a Justiça decretou a prisão preventiva de Santos, o rapaz responderá preso ao processo, situação que lhe garantirá, inclusive, integridade física, informa o titular da Delegacia de Investigações Gerais (DIG), Kleber Granja. Por conta da mesma preocupação, assim que foi preso, Santos foi conduzido a uma unidade prisional não informada, onde permaneceu em cela separada.
Depois, foi transferido ao Centro de Detenção Provisória (CDP) de Bauru, onde também permanece separado de outros presos. O receio é que o rapaz possa ser responsabilizado pelo desfalque financeiro de eventual organização criminosa ou apontado como ‘arquivo vivo’.
Ele foi flagrado pela Força Tática da PM quando tentava fugir e abandou uma sacola com cédulas. O caso foi levado e registrado pela Delegacia de Investigações Gerais (DIG). Se valendo da lei 12.683, que alterou a antiga legislação de lavagem de dinheiro e foi sancionada há menos de cinco meses, Granja o prendeu sob acusação de ocultação da natureza ou origem de valor proveniente direta ou indiretamente de infração penal.