A Polícia Militar (PM) de Bauru, durante patrulhamento de rotina no Parque Santa Edwirges, tirou de circulação ontem cerca de seis quilos de crack, avaliados em mais de R$ 30 mil, que estavam enterrados em um terreno baldio na alameda Demóstenes. Segundo a PM, é a maior apreensão de crack registrada neste ano na cidade.
Além da droga, uma balança de precisão foi apreendida e um jovem de 19 anos foi preso. Na casa dele, a polícia ainda encontrou um revólver calibre 38 e um caderno com a suposta contabilidade do tráfico.
Segundo policiais que estavam no local, a apreensão aconteceu quando Vitor Dutra Furtado foi observado em atitude suspeita dentro do terreno baldio, localizado na quadra 2 da alameda Demóstenes. Ele teria se embrenhado no matagal existente na área ao notar a aproximação da viatura.
Abordado, o jovem alegou que teria entrado no local para urinar, mas a suspeita fez com que os policiais realizassem buscas nas imediações do terreno.
A suspeita foi confirmada quando, em meio a uma pequena quantidade de entulhos, a polícia encontrou uma mochila azul contendo uma balança de precisão. Ao notarem que a terra estava remexida, a busca continuou e, enterrada e camuflada em um saco plástico de ração canina, estavam os seis tijolos de crack totalizando aproximadamente seis quilos.
Diante da apreensão, os policiais precisaram pedir reforços por conta da aglomeração de pessoas que se formava no local.
Momentos depois, em uma revista na casa do acusado, que fica ao lado do terreno baldio em questão, foram apreendidos um revólver calibre 38, com três munições intactas e uma deflagrada, além de um caderno contendo contabilidades, supostamente do tráfico.
O rapaz, que não possui passagens pela polícia e alegou não ter envolvimento com a droga apreendida, foi preso em flagrante e encaminhado ao Plantão Policial.
Conforme o JC apurou junto ao major Flávio Jun Kitazume, subcomandante do 4º Batalhão de Polícia Militar do Interior (4º BPM-I), se não fosse aprendida, a droga colocaria em circulação ao menos 12 mil pedras de crack na cidade, que renderiam um lucro de mais de R$ 30 mil ao tráfico de drogas.