Newtown - Ao ouvir os primeiros tiros, a professora Kaitlin Roig não teve dúvidas. Levou todos os seus alunos da primeira série primária da escola Sandy Hook para um banheiro e trancou a porta.
Tentou acalmá-los, garantindo que todos sairiam dali vivos e poderiam celebrar o Natal com suas famílias.
“As crianças me diziam: ‘eu não quero morrer, eu só quero comemorar o Natal’. Eu tentei ser positiva”, disse a professora à rede ABC News. “As crianças foram tão bondosas. Perguntavam se podiam sair para ver se tinha mais alguém lá fora”, contou.
Assim como Roig, muitos outros funcionários da escola foram considerados heróis pelos pais após o massacre.
Até a chegada da polícia, foram eles que protegeram os cerca de 700 estudantes - distribuídos do jardim de infância à quarta série primária.
A estudante Brendan Murray, 9, estava no ginásio da escola na hora do tiroteio e disse que seus professores ordenaram a todos os alunos presentes que entrassem num armário. Ficaram escondidos ali por 15 minutos.
Na hora de retirar os alunos do prédio, a preocupação foi de que as crianças não vissem as cenas de horror.
Em fila, com as mãos apoiadas nos ombros dos colegas, muitas com os olhos fechados, foram escoltadas por policiais até a rua.
A maioria dos alunos estava visivelmente assustada e muitos choravam.