09 de julho de 2026
Geral

Bauru tem um 'embaixador' para assuntos místicos

Rita de Cássia Cornélio
| Tempo de leitura: 3 min

Bauruense de coração e de nascimento, João Rosa é considerado um “embaixador para assuntos místicos”. Capaz de ouvir mensagens do plano espiritual e traduzi-las para a linguagem comum, ler  cartas do tarô e energizar chacras, ele tem levado o nome da cidade para além fronteiras como vidente e tarólogo.

Pessoa enigmática que acolhe a todos com um sorriso marcante, ele está sendo sondado pela alta cúpula da Rede Globo para ser um ‘guia’ para uma nova novela das 18h. Outro projeto, ainda não aprovado, mas em andamento, poderá colocar o bauruense na grade de programação da mesma emissora no período matutino.

Os convites e oportunidades surgem através dos inúmeros clientes atendidos pelo ‘guru’. ‘Todo ano sou convidado a comparecer no programa da Ana Maria Braga, faço previsões para o Ano Novo. Em uma das minhas aparições, sobre a morte de um ator, o Chat congestionou e um dos diretores quis me conhecer. Daí surgiu a ideia do programa matinal. O convite para ser um ‘guia’ para um escritor de novelas chegou através de uma atriz global que atendo no Rio de Janeiro. Esses projetos ainda estão em andamento, não posso comentar.”

Kardecista de carteirinha, João Rosa vai logo explicando o que muitos gostariam de perguntar: porque sendo médium cobra a consulta?

“Eu tinha 7 anos quando vi minha avó, que tinha morrido antes de eu nascer, sorrindo para mim. Foi o primeiro sintoma de mediunidade. Fui diagnosticado como esquizofrênico porque ouvia vozes. Uma psicóloga espírita me curou. Entrei em conflito religioso espiritual e fui consultar espíritas mais tarimbados. De um deles ouvi que não deveria cobrar. O outro, me disse que não teria problema cobrar, desde que eu ajudasse o próximo, revertendo parte do valor.”

Dentre as inúmeras ações sociais, Rosa cuida de um orfanato em São Paulo e faz doações de cestas básicas para um centro espírita em Agudos. “Cuido de um orfanato na Lapa, o ‘Cantinho que Achei’. Assisto famílias carentes em Agudos e atendo pessoas necessitadas sem cobrar”, ressalta.

Ele explica que abandonou uma profissão promissora como consultor do Sebrae para cumprir a sua missão.

“Eu trabalhei em vários locais em Bauru: Casas Pernambucanas, Valisère, João Parreira Imóveis e Sebrae. Quando pedi para sair do Sebrae, os grupos de artesanato fizeram um documento para pedir que eu não saísse, mas eu tinha resolvido investir no meu lado esotérico, que estava cada vez mais forte. Além de ter que pagar água, luz, telefone etc.”

Para chegar à conclusão, o bauruense nascido na Vila Independência, contou com uma forcinha do pai, que tinha morrido em 2000.

“Mesmo trabalhando eu já atendia, conciliava o atendimento com o emprego. Minha espiritualidade pedia. Tinha medo de abandonar o emprego, mas sonhei com meu pai. No sonho ele dizia para eu lavar a casa e ir embora. Garantiu que eu não ia sofrer. No dia seguinte ao sonho que foi uma premonição, chegou em minhas mãos uma cartilha de PDV do Sebrae para funcionários com mais de 10 anos de casa. Eu assinei, sem medo. Tinha o conforto de meu pai. Para entender melhor a mente de cada pessoa, fui fazer psicanálise. Fiz curso de fitoterápicos e vou fazer de neurociência no Hospital das Clínicas em São Paulo.”