09 de julho de 2026
Regional

Projeto de Lençóis Paulista divide cidade em seis regiões

Rita de Cássia Cornélio
| Tempo de leitura: 2 min

A coleta de lixo reciclável em Lençóis Paulista é fruto de uma parceria da prefeitura com uma associação e com uma cooperativa. Acontece uma vez por semana em cada uma das seis regiões que a cidade foi dividida, explica o diretor do meio ambiente, Benedito Luiz Martins.

“Cada região recebe a coleta uma vez por semana de 2ª a sábado. Quem faz a coleta é a Cooperativa de Deficientes Físicos que tem cerca de  55 mulheres. Uma Kombi da prefeitura as leva até a região.  Ao mesmo tempo, um caminhão leva um conteineir de grande volume que é depositado no centro daquela região. Elas passam de casa em casa colhendo o lixo com um carrinho de mão. Para não andarem muito, depositam no contêiner. No final da tarde o caminhão pega  esse volume e leva para o depósito. A perua retorna com as catadoras.”

Diariamente é coletado em torno de dois conteiners. “Cerca de 60 toneladas/dia. “Um volume de 100 toneladas/mês, por conta do material recolhido na usina de lixo. Na usina, eles recebem o orgânico e uma esteira rasga os sacos e separa o que é reciclável. São aproximadamente 40 pessoas na usina e 12 na coleta. Na área comercial quem faz a coleta é a Associação de catadores de papel. Lá eles conseguem coletar de 80 a 100 toneladas/mês.”

O índice de separação e obtenção do material reciclável em relação à quantidade de lixo é uma das melhores do Brasil. “Acima de 20% . Em 2006 recebemos um prêmio da ONU. Esse projeto foi apresentado em Dubai como exemplo de melhores práticas em gestão local. Em 2012, conquistamos o prêmio do Ministério do Meio Ambiente e fomos convidados a apresentar na Rio+20. Tivemos no Rio de Janeiro, Belo Horizonte e Curitiba.”

O projeto que deu certo foi implantado em 2004 e engloba o distrito de Alfredo Guedes. “Ele  não tem grandes diferenças. Acontece que conseguimos unir uma instituição que fazia a coleta seletiva que era a Associação dos Deficientes Físicos desde década 90 e a Cooperativa de Catadores de Lixo. Demos um choque de gestão.”

Na cooperativa, segundo Martins a média de ganho mensal é de R$ 750, acima do mínimo. Há meses que passa de mil reais. “Elas tem proteção do poder público. Arrumamos um escritório de contabilidade delas. São elas que pagam e a gente gerencia, para que todas as vendas ocorram com nota fiscal. Elas não são funcionárias, são cooperadas mas exigimos  que elas  recolham o INSS.”