09 de julho de 2026
Tribuna do Leitor

22 de dezembro de 2012: O dia do fim


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Ah, como é bom quando chega o fim das coisas, trazendo consigo um novo recomeçar e as esperanças de uma nova etapa. Os antigos guardaram esta data sem saber ao certo a que se referia, mas sabendo que seria o fim e um novo começo; benditos estes antigos que guardaram com fidelidade esta data; assim como aqueles outros humildes habitantes do coração da África, que ainda hoje não possuem uma escrita, mas guardaram informações sobre a estrela Sírius, que lhes foram passadas por um povo visitante curioso que estavam sem saber, porque em um planeta que tem três partes da superfície coberta de águas, o humano que nele vive, não é anfíbio, diferente deles e de tantos outros?

E estes nativos africanos ainda hoje, dançando contam coisas que aprenderam sem entender. Mas como será diferente depois de 22 de dezembro, quando chegar o fim da noite e raiar um novo dia; quando as aves e animais noturnos se recolherem, e as diurnas e mesmo a maioria dos homens acordarem e elas e talvez eles irromperem em alegres cantorias; como é bonito ver o Sol energizando a vida fazendo funcionar o sistema de clorofila, e mesmo fazendo com que a pele humana produza a necessária vitamina D. Assim será este novo dia que se inicia neste dia 22 próximo, felizes aqueles que chegarem a viver nele, este dia durará dois milhares de anos na terra, quando então os "ventos" benéficos de Alcyone, a estrela base de nosso sistema Solar e de outros sóis, estará energizando os espíritos e as mentes daqueles que desfraldarem suas velas propiciando vôos nunca antes imaginados. Feliz 22 de dezembro.

Pena sabermos que o sol tão benéfico a vida também provoca as queimaduras e os cânceres de pele; será que os "ventos de Alcyone" que pavimentará os caminhos da vida, inflando as velas desfraldadas dos que o receberem poderão trazer consigo alguma desagradável surpresa, para aqueles que nunca gostaram da luz? Pois sabemos que a civilização do nosso século geme de cansaço sob a tremenda sobrecarga do fausto e da multiplicação desordenada dos desejos e das aspirações humanas. Então que os lares, as igrejas e as escolas, que em uma geração, predeterminam a tendência do caráter da geração subseqüente sejam abençoados por estes "ventos" de Alcyone.

Nivaldo Vitte Guion