Pirajuí – Um jovem de 26 anos foi preso em flagrante pela Polícia Civil de Pirajuí após ter abusado sexualmente de uma menina de cinco anos nas dependências da escola municipal de ensino infantil onde a mãe dela trabalha. Segundo a mãe dele, que também é funcionária da unidade, o acusado teria uma deficiência mental. Nos próximos dias, a Justiça – que converteu o flagrante em prisão preventiva – deverá solicitar exames para constatar se o jovem pode responder criminalmente pelos seus atos.
A violência sexual contra a criança ocorreu anteontem pela manhã. A mãe da menina contou à polícia que deixou a filha na sala de recreação e, ao retornar, encontrou A.A.S., 26 anos, levantando as calças.
Como a criança demostrava estar bastante assustada, a mulher passou a questionar o jovem sobre o que havia ocorrido, mas ele se manteve calado. Durante conversa com a filha, ela começou a chorar e, depois de muita insistência, acabou revelando que A.A.S. tinha abaixado sua calcinha e acariciado seus órgãos genitais.
A menina teria dito ainda que o jovem deitou-se sobre ela e esfregou o pênis em sua vagina. Ela diz que tentou gritar por socorro, mas foi impedida pelo agressor. A mãe da vítima chegou a relatar o fato à mãe do acusado. Em seguida, ela procurou o Conselho Tutelar e a delegacia, onde a ocorrência foi registrada como estupro de vulnerável. A.A.S. foi detido por policiais civis em sua residência e levado à delegacia. Em depoimento ao delegado adjunto Amir Ibrahim Júnior, ele confessou os abusos, negou a conjunção carnal e declarou que havia sido convidado pela criança para brincar de “papai e mamãe” com ela. O exame feito pela criança no Instituto Médico Legal (IML) constatou a violência. A mãe do jovem alegou que, quando era mais novo, A.A.S. foi vítima de tentativa de abuso sexual e que ele é interditado judicialmente em razão de uma deficiência mental. O jovem foi autuado em flagrante e teve sua prisão convertida em preventiva. Ele foi recolhido à Cadeia de Barra Bonita. A pena para esse tipo de crime varia de 8 a 15 anos de prisão. Segundo a polícia, se A.A.S. for considerado plenamente inimputável, o artigo 26 do Código Penal prevê que lhe seja aplicada medida de segurança (internação para tratamento).